sábado, 19 de dezembro de 2015

Noopept: o racetam definitivo - PARTE IV - Visões sobre o Noopept

ARTIGO SUJEITO A ALTERAÇÕES (ACRÉSCIMO DE RELATOS)

DISCLAIMER: O Noopept não é registrado na Anvisa. Exceto sob autorização de um médico, não importe e faça uso dessa substância. Esse artigo tem apenas fins de conhecimento e debate.


Nos últimos artigos sobre o Noopept, demos um mergulho profundo na ciência e na história desse nootrópico singular. Só para refrescar a memória (o trocadilho não é intencional), o Noopept é uma molécula relativamente jovem. Foi desenvolvido na Rússia, no início dos anos 90. Ainda assim, ele é um nootrópico bastante estudado.

Comecemos do começo. Era uma vez os cientistas do Instituto de Farmacologia da Academia de Ciências da Rússia. Eles apostavam em criar uma molécula que parecesse com o popular piracetam. No entanto, nesse jogo de Lego de arquitetar um novo composto químico, os químicos que protagonizam essa história podiam usar apenas peças "naturais".

Eles deviam usar somente aminoácidos. Escolheram dois: juntaram a glicina e a prolina - que guardam algumas semelhanças estruturais com o piracetam - e, para dar liga, adicionaram radicais orgânicos nos extremos da molécula de prolilglicina. A história completa você confere aqui, bem como um dos mecanismos de ação do Noopept: ele se metaboliza em um neuropeptídeo endógeno, a cicloprolilglicina, que está envolvida com a memória.

Pronto: daí, surgiu um nootrópico que logo se mostrou muito poderoso nos estudos clínicos. O Noopept revelou um amplo espectro de benefícios cognitivos e efeitos neuroprotetores. Por exemplo, nos ratos que foram submetidos à falta de oxigênio cerebral (uma analogia ao evento de um AVC, por exemplo), o Noopept foi capaz de aumentar a sobrevivência e restaurar a memória.

Experimentos in vitro ainda desvendaram que o Noopept era capaz de atenuar as manifestações de estresse oxidativo, restaurar a homeostase de íons cálcio (um efeito neuroprotetor - uma vez que o influxo constante de muitos íons cálcio é particularmente neurotóxico), estimular a neurogênese e a manifestação de neurotrofinas BDNF e NGF. Essas últimas duas moléculas são como "fertilizantes cerebrais" e tem um papel de destaque no aprendizado e na memória - pois contribuem para a plasticidade do cérebro. Um bocado a respeito dos efeitos do Noopept, você confere aqui.

Ainda, em primeira mão, eu tive o prazer de apresentar aqui a mais recente descoberta sobre o Noopept. Recentemente, divulgou-se que o Noopept é capaz de aumentar um fator de transcrição chamado de HIF-1. Essa última molécula, por sua vez, é capaz de regular a expressão de vários genes envolvidos na oxigenação dos tecidos do corpo. O que mais chama a atenção, contudo, é que, em testes com ratos saudáveis (grifo em saudáveis) - a indução de um aumento de HIF-1 foi capaz de causar "ganhos permanentes na memória" (segundo grifo em permanente!). As pesquisas em torno do HIF-1, você confere ao clicar aqui.

Agora, chegou a hora de ir adiante - e adentrarmos a parte mais "prática". Como o Noopept age num cérebro saudável - quais são os seus efeitos? A ciência fica restrita aos últimos três artigos - esse aqui será totalmente subjetivo. São relatos, experiências pessoais - e, sim, leia-os com (ainda mais) ceticismo. Os relatos abaixo são apenas para fins de entretenimento - e o blog não endossa o uso do Noopept.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Fluoromodafinil: droga 4 vezes mais eficiente que o modafinil pode chegar às farmácias

Começou a corrida para a nova geração dos eugeróicos: empresa francesa iniciará testes em humanos com versão mais arrojada do modafinil. Droga pode deixar as pessoas mais "bem-sucedidas"



É uma tarde tumultuada na Casa Branca, nos Estados Unidos. O Presidente, como se já não estivesse sobrecarregado demais com as suas obrigações usuais, vê o seu governo envolto numa investigação de corrupção. A opinião pública o extermina e a imprensa não o perdoa. Angustiado em meio dessas tensões, a exaustão é notável em seu semblante abatido.

Na intimidade do Salão Oval - o gabinete de trabalho do Presidente - ele recebe os conselhos do seu vice. Percebendo que o vigor do seu superior está esfalecido, o vice-presidente então sugere que ele tire um cochilo no sofá. O vice apenas espera o Presidente pegar no sono para lançar mais um de seus ácidos comentários:

sábado, 12 de dezembro de 2015

Análise de stack: Rhodiola rosea (Fisioton) + piracetam (Nootropil)


Combinar a Rhodiola rosea com o piracetam trás benefícios? É uma mistura arriscada? As perguntas parecem simples - mas as respostas são complexas



Vez ou outra, recebo algumas perguntas espinhosas por email. São pessoas que me questionam se está tudo bem em misturar o medicamento X com o medicamento Y. Minha conduta ao responder esses emails é sempre a de prefaciar que eu não sou médico. Apenas esse profissional está capacitado para fazer uma prescrição - e, certamente, isso acontecerá num consultório e não no correio eletrônico.

"Mas os médicos brasileiros sabem pouco sobre nootrópicos". Isso é mesmo verdade. No entanto, o seu médico é pago por um motivo. Se for necessário, ele terá que pesquisar sobre um medicamento a fim de melhor orientar o paciente. Não adianta fugir. Estude sobre o tema (a intenção do ebook Turbine Seu Cérebro e do blog é justamente essa), leia estudos e consulte a opinião profissional. Caso não haja essa cautela, no final das contas, quem pode sair perdendo será a sua saúde.

Depois de tantas e tantas ressalvas, eu tento contribuir com uma parte da equação: ofertar conhecimento. Sou um leigo. Não posso afirmar "essa combinação é segura - vá em frente e use". Porém, posso fazer uma pesquisa sobre a combinação de dois medicamentos - e reunir todas as informações que eu encontrar e repassar ao leitor. O resultado final tem valor preditivo - mas não definitivo - sobre como duas substâncias interagem entre si.

Sem mais delongas, vou responder sobre uma combinação sobre a qual já fui questionado por pelo menos duas vezes. Como a Rhodiola rosea (comercializada no Brasil sob o nome de Fisioton) e o piracetam (comercializado no Brasil sob o nome de Nootropil e Nootron) interagem num stack? Essa combinação é segura? O mais importante: eles podem deixar alguém "mais inteligente"?

Antes de tudo, vamos dar uma olhada rápida nesses dois nootrópicos individualmente:

domingo, 6 de dezembro de 2015

Cuidado com o Focus X: propagandas que falam sobre "aumento de QI" são falsas

*PUBLICAÇÃO ATUALIZA DIA 29/05/2016 PARA INFORMAR:
Resolução publicada nesta quarta-feira, 25 de maio, no Diário Oficial da União (DOU), pela Anvisa, proibiu a fabricação, comercialização e distribuição do suplemento Focus X em todo o Brasil.

*PUBLICAÇÃO ATUALIZADA DIA 18/12/2015 PARA ENFATIZAR O SEGUINTE:
Propagandas que fazem promessas de "aumento de QI" não são vinculadas à empresa que o produz ou a que o revende.

E PARA ACRESCENTAR O SEGUINTE:
Para mais informações sobre um suplemento com alegações similares, o Genius X, clique aqui.

Até mesmo a TV Cultura caiu nessa. Não existe NZT-48: o Focus X é um suplemento alimentar - e só beneficia quem tem carências nutricionais



Recentemente, eu recebi dois comentários muito parecidos aqui no blog. Os leitores me questionaram a respeito de uma composição chamada de Focus X. O nome já dá  pistas do que se trata. Focus X é alguma mistureba de nootrópicos vendida por uma start-up norte-americana, certo?

Não, errado. Uma googlada depois, eu descobri que, apesar do nome americanizado, o Focus X é verde e amarelo. Mais que isso: também li que essa maravilha nacional - que não é remédio, mas, sim, um suplemento "totalmente natural" - seria capaz de aumentar o meu QI em 47%! Que proposta atraente. Veja com seus próprios olhos o print screen de um dos maiores sites de venda:

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Noopept: o racetam definitivo - PARTE III - O aumento de HIF-1

DISCLAIMER: O Noopept não é registrado na Anvisa. Exceto sob autorização de um médico, não importe e faça uso dessa substância. Esse artigo tem apenas fins de conhecimento e debate.

O Noopept aumenta a atividade do fator de transcrição HIF-1

A boa notícia: o uso do Noopept poderia melhorar o seu cérebro para sempre - e lhe garantir benefícios permanentes na sua capacidade de aprendizado

A má notícia: também poderia favorecer o crescimento de tumores pré-existentes. 

Entenda!

* O Noopept não é um racetam quimicamente, mas é comumente classificado como um pelas similaridades funcionais

INTRODUÇÃO

Relembrando: os poderes do Noopept

Pesquisar sobre o Noopept para essa série de artigos foi um desafio. Esse nootrópico, que é geralmente descrito como um "piracetam potencializado", é ignorado pelos cientistas brasileiros. Ao se procurar por artigos escritos originalmente em inglês, o Noopept continuou na penumbra.

Os esforços para se lançar luz sobre esse fármaco se concentram na Rússia, onde uma equipe de cientistas se dedica a entendê-lo há vários anos. O Noopept foi desenvolvido nos anos 90 no Instituto de Farmacologia da Academia de Ciências da Rússia (clique para lembrar a sua história). E é justamente de lá que nos chegam, até hoje, quase que 100% das investigações científicas a respeito do Noopept. Os pesquisadores russos já publicaram dezenas de estudos, de 1992 para cá, falando das propriedades incríveis do Noopept.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Novidade: fórum Nootrópicos Brasil


Percebo que estamos caminhando a passos largos na discussão sobre nootrópicos e smart drugs aqui no Brasil (ainda bem!). É claro que não chegamos perto dos números da comunidade sobre esses melhoradores cognitivos que existe em inglês. No entanto, muito progresso foi feito nesse último semestre. 

Nootrópicos Brasil - reúne, no Facebook, entusiastas sobre o tema
O primeiro exemplo: no Facebook, o grupo "Nootrópicos Brasil", criado por Tony Oliveira, reúne hoje mais de 700 entusiastas sobre o assunto. O número parece pequeno - mas a atividade dessas centenas de membros é intensa, assim como há uma riqueza nas informações e experiência trocadas por lá. 

Da mesma forma, há alguns meses, existia um deserto de informações especializadas sobre o nootrópico em português. Sei que não houve uma mudança radical - mas meu blog já é um pequeno oásis, contribuindo com conhecimento dos leitores brasileiros interessados no assunto. Espero continuar produzindo material original e em bom português!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Noopept: o racetam definitivo - PARTE II - Mecanismo de ação do Noopept


ATENÇÃO: neste artigo, há um relato do autor David Len da inalação do Noopept. O blog não endossa esse uso. Além de desnecessário (o Noopept, usado oralmente, tem alta absorção e chega ao cérebro intacto), a inalação do Noopept pode também ser perigosa à saúde. Siga as recomendações de um profissional da saúde ao usar qualquer fármaco ou suplemento.

Londres tem mais de 8 milhões de habitantes. É uma cidade que fervilha e que não para. Opções de divertimentos? Não faltam. Escolha: você pode visitar os famosos cartões postais, pubs, museus, teatros, cinemas, exposições, estádios de futebol e concertos. No olho do furacão, bem no centro da cidade, está a prestigiada London School of Economics (LSE).

Praticamente uma babel moderna, esse prestigiado centro acadêmico reúne estudantes e professores de mais de 145 países. É uma confusão de línguas, sotaques e gírias num só lugar. Além do desafio linguístico, a LSE é extremamente exigente com seus alunos. Thais Tartalha, brasileira que fez intercâmbio por lá, relata ao Demografia Unicamp:
Você tem de aprender a lidar com uma grande exigência sobre o que você faz e com respeito a prazos relativamente curtos (...). A acuidade metodológica é quase uma obsessão na LSE (...). A crítica daqui é sempre no sentir de tentar fazer você ter mais acuidade e tem dias que você tem vontade de sair chorando, mas te de engolir seco (...).
Biblioteca da London School of Economics
A LSE exige uma extensa lista de pesquisa e leitura - tudo disponível no rico acervo de sua biblioteca. Os respeitados (e afortunados) estudantes da LSE, no entanto, tem seus truques para enfrentarem o inevitável desgaste mental: Noopept. Quem conta é um dos acadêmicos da própria LSE, David Len, num artigo ao The Tab:
Eram 2 horas da manhã e eu estava preso na biblioteca da LSE mais uma vez, exausto e lutando para terminar o meu trabalho - que tinha que ser entregue em apenas oito horas. Bocejei pela centésima vez e decidi ir ao banheiro para jogar uma água no rosto.
Mal sabia que aquela pequena caminhada mudaria minha vida para melhor.
No banheiro, encontrei um rapaz do segundo ano do meu curso, inclinado na pia e cheirando um pó branco. Parei, em choque, quando ele me viu e perguntou: 
"Quer um pouco?". Quando eu me recusei, ele disse: "Não é o que você pensa. Isso é Noopept, uma smart drug lícita, da Rússia. Experimente. Eu prometo que você não vai se arrepender. Me ajuda a enfrentar (os estudos)."
David Len, da LSE, acabou gostando daquela estranha droga russa. Foto: David Len - The Tab

 Depois de hesitar um bocado, o autor conta que decidiu experimentar a droga misteriosa. Resultado:
Duas horas depois, eu tinha em mãos o melhor trabalho que eu já tinha escrito. E mais que isso: foi tão fácil! (...) O Noopept não apenas aumenta minha percepção dos acontecimento, como também aguça meus sentidos de visão, audição e olfato. Me ajuda a memorizar (...). Eu até mesmo passei a gostar das aulas e responder às perguntas em vez de ir para o mundo da Lua.

sábado, 7 de novembro de 2015

Noopept: o racetam definitivo - PARTE I - Nasce um novo nootrópico

*POST ATUALIZADO NO DIA 08/11/15


Entenda porque o fármaco russo é 1000 vezes superior ao velho piracetam!
*OBS: Quimicamente, o Noopept não é da classe dos racetams, porque não tem um anel pirrolidônico em sua estrutura. Funcionalmente, contudo, o Noopept é agrupado na família racetam.
É difícil fugir de certas imagens mentais ao falar sobre  Moscou. É um desafio não pensar, por exemplo, na vodca - bebida usada para aplacar o terrível frio russo. Como não lembrar, por exemplo, do semblante severo de Vladimir Putin - um dos políticos menos sorridentes do mundo?

A prestigiada cientista Rita
Ostrovskaya, que comanda pesquisas
sobre o Noopept desde os anos 90
Mas nem só de vodca, caras fechadas e frio de rachar vive a Rússia. Se você quiser desconstruir essa imagem, experimente visitar os corredores da Academia Russa de Ciências Médicas. Por lá, você poderá esbarrar com essa senhora da foto que, do alto dos seus 83 anos, mantém o vigor e a energia de um adolescente.

O Instituto de Farmacologia é praticamente a segunda casa de Rita Ostrovskaya - uma viúva, pesquisadora e professora que trabalha por lá há mais de cinco décadas.

O sobrenome estranho parece inevitavelmente trazer à memória a imagem da frieza e austeridade russa. Mas não é nada disso: essa prestigiada cientista carrega sempre um sorriso no rosto. Em entrevista a um podcast americano (vale a pena ouvir se você fala inglês), Rita conta, entre risos: "Eu tenho uma mente muito ativa e tenho interesses em vários assuntos. Eu trabalho no Instituto de Farmacologia, e então, venho para casa, durmo um pouco. Umas cinco horas depois, já estou de novo perto de um computador".

A razão para esse dinamismo e lucidez não é apenas manter a mente ativa. O segredo de Rita tem nome e apelido: (respire fundo antes de proceder à leitura) éster etílico de N-fenilacetil-L-prolilglicina - ou simplesmente Noopept. 

Você já deve ter lido em algum lugar que trata-se de uma molécula "1000 vezes mais poderoso que o piracetam" (e discutiremos isso mais a frente). Fato é que Rita Ostrovskaya usa a substância há muitos anos (assim como esse que vos escreve está usando neste momento). Ela parece mais sóbria que muitos jovens (e eu sinto uma facilidade incrível para encontrar as palavras e redigir o texto).

domingo, 1 de novembro de 2015

Em breve, novidades no blog: Noopept!


Eu sei que posso parecer um autor ausente - já que há muito tempo não publico aqui. Mas garanto, aos mais de 200 visitantes que diariamente passam pelo blog - mesmo sem as atualizações - que o meu "sumiço" é por uma boa causa!

Nesses últimos 7 dias, eu tenho feito uma excursão pela literatura científica que trata do Noopept. Sim, aquela estranha droga da Rússia que supostamente seria 1000 vezes mais forte que o piracetam. 

No meu próximo artigo - que será publicado esta semana - eu irei elucidar para você os benefícios e as vantagens desse nootrópico praticamente desconhecido no Brasil. Totalmente traduzido do "neurologuês" para o português bem claro.

Também relatarei sobre como comprei o Noopept e a minha experiência com ele.

Adianto que mesmo os mais entendidos do assunto ficarão de queixo caído com o meu próximo artigo. Eu irei expor informações que estão bastante "enterradas" na literatura científica - e que todos os sites em inglês que falam sobre nootrópicos deixaram passar.

Aos leitores, eu agradeço pelos comentários e emails, que são sempre muito bem-vindos (responderei-os com toda a atenção que merecem em breve). Quem quiser estender a leitura, pode abrir o meu ebook digital, o Turbine Seu Cérebro. Dá um clique aqui para você conhecê-lo.

Até breve!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Conquiste um cérebro mais afiado com esses 7 alimentos


Dizem que a (boa) saúde começa pela mesa. E não tem como discordar do dito popular: de fato, o corpo todo requer nutrientes para funcionar bem. E eu tenho certeza que, até aqui, eu não lhe contei nenhuma novidade para você. Mas o que talvez você não saiba é que, para o cérebro, a alimentação tem um impacto ainda maior. 

O motivo é que o seu cérebro é o órgão mais faminto de todo o seu corpo. Aqui vão os números. Sua massa cinzenta é responsável por meros 2% de todo o seu peso, mas usa mais de 20% dos nutrientes que viajam pelo seu sangue - mesmo quando está em "descanso".

Se o cérebro é tão vampiresco a ponto de sugar mais de 1/5 dos nutrientes disponíveis na corrente sanguínea, então é ideal que esses nutrientes sejam saudáveis. Estudo atrás de estudo mostra uma forte relação entre o que colocamos na boca e o nosso desempenho em testes de raciocínio e memória. Aquilo que você come tem um impacto enorme na sua capacidade cognitiva.

E eu não falo apenas de garantir a ingestão adequada de macronutrientes, vitaminas e minerais. Muitos alimentos contém outras moléculas dificilmente encontrada nos suplementos alimentares da farmácia da esquina. E tais molécula especiais são extremamente potentes na manutenção - ou mesmo aumento - do que entendemos por inteligência.

Pensando nisso, elenquei 7 alimentos que ajudarão você a turbinar o seu cérebro - desde a manutenção da saúde do cérebro até a aumentos na memória, na disposição e nas funções cognitivas. Essas são apenas algumas noções básicas sobre a "nutrição cerebral" - você pode conhecer mais sobre esse tema e sobre o melhoramento cognitivo no meu e-book "Turbine Seu Cérebro".

domingo, 20 de setembro de 2015

Modafinila (Stavigile): os comprimidos que tiram o sono



Sono. Nós nunca tivemos tanto controle sob essa necessidade biológica.

Esqueça o velho pó de guaraná que até seu avô usava para ficar acordado. Esqueça as gôndolas que enfileiram as latinhas de energéticos. Também não falo dos comprimidos de Ritalina que seu amigo com déficit de atenção usa. Hoje, a ciência consegue dominar o sono de modo muito mais sofisticado.

E por que dormir menos? Bom, se o lema da sociedade atual é "tempo é dinheiro", então venhamos e convenhamos que sono é uma grande perda econômica.

Imagine o que significa ganhar uma hora a mais por dia, que seja. São 365 horas vividas a mais ao fim de um ano. Ou como se você tivesse ganhado 15 dias a mais para fazer o que quiser - ser aprovado num concurso, num vestibular ou abrir o próprio negócio.

Mas controlar o sono não é apenas um capricho do mundo capitalista e de estudantes e empreendedores competitivos. Sono não significa perda de tempo ou perda econômica. Sono pode significar até mesmo perda humana.

Observe o exemplo da aviação moderna. A fadiga é uma problemática e pilotos são propensos à ela. Eles devem lidar com longas horas de trabalho, uma rotina de sono caótica e viagens através de diferentes fusos horários.

É a receita perfeita para arrancar os ponteiros de qualquer relógio biológico.

Justamente a falta de sono de uma única pessoa pode significar a morte de centenas. Não é exagero. Venha comigo para o Aeroporto do Galeão do dia 31 de maio de 2009, às 19h29.

sábado, 19 de setembro de 2015

Combinando nootrópicos: os 6 stacks mais eficientes

Não faça uso de qualquer substância - seja suplementos ou fármacos - sem a prescrição de um profissional de saúde especializado. Do contrário, você poderá prejudicar a sua saúde. As informações abaixo são apenas para fins de conhecimento  - e não constituem aconselhamento médico


Muitos tomam suplementos para turbinar o desempenho físico e a estética. BCAAs, Whey Protein, creatina, cafeína e por aí vai. Não vou dizer (e você também não acreditaria) que ter um corpo atlético e de boa aparência é inútil.

Mas um fator muito mais determinante para o sucesso na vida é o desempenho cognitivo. O que você ganha, os objetivos que você atinge e o legado que você deixa nessa vida - tudo isso é baseado na sua capacidade de raciocinar. Como, então, esculpir os músculos dos cérebros?

Os chamados nootrópicos (para conhecê-los, clique aqui) estão aí para isso. Mas não coloque a carroça na frente dos bois. Ter um "cérebro escultural" - com desempenho no ápice, raciocínio tinindo e uma memória bem forte dependem, primeiramente, de hábitos saudáveis.

Só depois disso você deve considerar (e discutir com um médico) sobre os nootrópicos. As "pílulas da inteligência", porém, funcionam melhor em combinação. Os melhores resultados geralmente vem com a combinação dos nootrópicos.

Os stacks de nootrópicos
Quando você combina nootrópicos, você está criando um stack. Mas essa combinação não pode ser aleatória. Igual numa receita, pensa-se em como os ingredientes vão se combinar em vez de como esses ingredientes são, individualmente.

A ideia é usar nootrópicos que se complementam - um potencializa o outro. Como se eles trabalhassem em uma equipe: cada um tem a sua função específica, mas todos trabalham para atingir o mesmo objetivo.

O que se busca é a sinergia.

O ideal é conhecer a fundo cada nootrópico - e experimentá-los isoladamente para você determinar com exatidão qual efeito eles tem no seu corpo. E depois você deve analisar qual é o seu objetivo antes de fazer os stacks.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Stavigile: o segredo para o sucesso?

O Stavigile recebeu o carimbo de eficaz e seguro de uma das mais respeitadas publicações científicas. Será que ele será usado em larga escala pela sociedade para aumentar o desempenho intelectual?

Se eu lhe oferecesse um comprimido capaz de turbinar seu cérebro, você aceitaria? Se você respondeu com um "não" bem firme, então deixe-me reformular a pergunta.

Você usaria um medicamento - livre de efeitos colaterais sérios e risco de dependência - que lhe tornasse mais afiado e lhe garantisse uma vantagem competitiva na preparação para vestibulares ou concursos?

Não é uma proposta tentadora? Se o seu "não" agora se transformou num "talvez", então o mais surpreendente é: eu não estou falando de uma substância hipotética. Em vez de fantasia, a era da neurocosmética - de aperfeiçoar o próprio cérebro - já é uma realidade.

Por exemplo, conhecemos hoje uma variedade de nootrópicos - substâncias que aumentam exponencialmente o foco e a capacidade de aprender (clique aqui para saber mais  sobre 16 substâncias capazes de melhorar o seu desempenho intelectual). Mas, agora, eu estou falando de uma pílula que não só te deixa mais inteligente, mas também te deixa acordado - às vezes por 88 horas seguidas.

Não estou falando de uma pílula da inteligência que acabou de ser inventada nos recônditos do laboratório secreto do Pentágono. Também não estou falando dos estimulantes clássicos como a cafeína e a Ritalina. Estou falando de uma substância moderna, de mecanismo de ação sofisticado - e que existe numa farmácia bem perto.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Liberar o Stavigile para uso social? Pesquisadores debatem sobre a polêmica

A pílula da inteligência tem grande potencial para estimular a função cognitiva e tornar a humanidade mais produtiva. Mas é preciso discutir o Stavigile em sociedade



Por Anna-Katharine Brem e Ruairidh McLennan Battleday, autores do estudo que diz que a modafinila (Stavigile) é eficaz e seguro em aumentar a inteligência de pessoas saudáveis

A extensão das nossas capacidades "naturais" por meio da tecnologia não é um fenômeno novo. Na verdade, foi um fator essencial para a evolução da sociedade humana no decorrer da história: a invenção da roda, a navegação com a bússola e a comunicação usando ondas eletromagnéticas são exemplos.

O campo da "neurocosmética" - usando o nosso entendimento de como o cérebro funciona a fim de melhorar suas capacidades - pode muito bem ser o próximo passo.

Foto: Internet (fonte)
Nossa nova pesquisa, que revisou os efeitos cognitivos da modafinila (Stavigile, no Brasil), a "pílula da inteligência", descobriu que ela pode aumentar o desempenho de pessoas saudáveis em testes cognitivos. Ou seja:a modafinila pode ser considerada, cientificamente, o primeiro remédio que turbina o cérebro.

Mas, o que também é claro é que nós precisamos melhorar radicalmente nosso jeito de analisar como essa droga afeta tanto cérebros saudáveis, quanto a sociedade como um todo.

A modafinila é uma droga estimulante, aprovada pela Anvisa para ajudar pessoas com transtornos de sono a manter a vigília. Isso significa que a sua segurança em humanos já foi confirmada em um contexto clínico, num período relativamente longo, em múltiplas doses.

Nos indivíduos com narcolepsia, além de muitos outros pacientes com doenças neuropsiquiátricas, o consumo da modafinila ajudou a melhorar um leque de funções cognitivas, trazendo suas habilidades para um nível que é considerado "normal"

Em indivíduos privados de sono, incluindo pilotos e médicos, a modafinila também demonstra o mesmo efeito.

Uma revisão da literatura científica

Porém, nós queríamos descobrir qual seria o efeito da modafinila em pessoas saudáveis, que não estavam privadas de sono. 

Analisamos 24 estudos - de 1990 até 2015 - e concluímos que a modafinila também aumentava as funções cognitivas, particularmente as funções cognitivas mais complexas e executivas, como resolução de problemas e planejamento.

Esse aumento no desempenho não foi visto em todas as pessoas, em cada estudo analisado, em todas as ocasiões; e, para algumas funções intelectuais, como atenção, aprendizado e memória, muitos estudos falharam em demonstrar qualquer diferença que fosse entre o grupo que tomou placebo e o grupo que usou a modafinila.

Nós fomos até mesmo capazes de fazer algumas inferências de como a modafinila age: por exemplo, os efeitos que nós observamos podem ser explicados por um efeito de melhorar "mais as funções mais complexas e menos as funções menos complexas" do processamento cognitivo. 

Observamos a otimização das atividades das regiões pré-frontais do cérebro, que são as que comandam as funções executivas.

Além disso, nos estudos que nós analisamos, as pessoas que usaram a modafinila reportaram um número baixo de efeitos colaterais - e todos foram vistos em proporções iguais nos grupos placebo que participavam dos mesmos testes.

O "efeito teto"

Enquanto coletávamos os dados para nosso estudo, nós ficamos surpresos com a metodologia usada pelas pesquisas anteriores sobre a modafinila.

Primeiro, o total de estudos que focavam em pessoas saudáveis era muito baixo, assim como era o número de voluntários nesses ensaios - uma média de 30 participantes por estudo.

Segundo, muitos estudos usavam testes de inteligência que pareciam inapropriados -  testes normalmente usados para determinar déficits cognitivos em pessoas com doenças neuropsiquiátricas ou transtornos neurológicos.

O problema disso é que as pessoas saudáveis tinham um desempenho ótimo mesmo quando não tomavam a droga - algo que a ciência chama de "efeito teto". Elas já atingiam o seu limite e a droga não poderia aumentar o desempenho. Com esses testes, melhoras no desempenho por causa da modafinila são mais difíceis, senão impossíveis, de detectar.

Quando colocamos ossas descobertas nesse contexto, os benefícios cognitivos da modafinila se tornaram muito mais robustos, afetando numa variedade de domínios da inteligência, incluindo a atenção, função executiva, e aprendizado e memória.

Essa foi uma das principais diferenças da nossa análise. Outras revisões de estudos sobre a modafinila anteriores não haviam examinado com mais profundidade a metodologia usada. Com isso, essas revisões concluíram que a modafinila não tinha status de melhorador cognitivo.

Nosso estudo indica que, em ambientes cientificamente controlados, o uso da modafinila para melhora cognitiva é seguro e eficiente - mantendo em mente que a maior parte dos estudos que observamos apenas usaram uma única dose de modafinila. Por isso, é difícil falar em benefícios em longo prazo.

É preciso de uma nova abordagem
É necessário continuar essa avaliação sobre a modafinila usando abordagens científicas clássicas, com exames cognitivos mais apropriados, maior número de voluntários em estudos, períodos de administração prolongados e uso comparados com outra intervenções - como treinamento cognitivo e formas de estimulação cerebral não invasivas - e monitorar as mudanças fisiológicas e diferenças da droga em cada faixa etária.

No entanto, quando consideramos o amplo uso indevido da modafinila por pessoas sem qualquer transtorno de sono, uma abordagem mais útil e ética pode ser usar testes que espelham atividades cotidianas. Desse modo, poderemos avaliar os efeitos da modafinila numa situação rotineira.

Então, talvez, a descoberta mais importante do nosso estudo é de que a infraestrutura e a metodologia que usamos atualmente para avaliar a melhora cognitiva (em indivíduos que já são saudáveis) é inadequada. 

Nós precisamos elaborar, melhorar e padronizar os regimes de testes cognitivos que são aplicados em pessoas saudáveis e que tem as faculdades intelectuais intactas.

O futuro da neurocosmética
Mesmo os problemas destacados acima não são nada quando comparados com a questão de como integrar as tecnologias e fármacos que interagem diretamente com o cérebro na vida em sociedade.

Novos agentes inevitavelmente irão chegar, e logo: considere a próxima geração de pílulas da inteligência e smartphones, Google Glass e o Microsoft HoloLens.

Esses avanços tem considerável potencial para nos alterar: a extensão da profundidade da compreensão humana pode nos permitir a apreciar mais os mistérios e a beleza do mundo ao nosso redor, modificar relacionamentos e conquistar um maior entendimento de nossas ambições e preocupações mentais. 

Da mesma forma, isso pode nos permitir ser mais produtivos, inovadores e mentalmente resistentes.

No entanto, como sempre, junto desse potencial benéfico, há também um lado negativo: quem poderá usar essas drogas, dependência e doping são questões que irão surgir. 

Mas, em vez de apresentar esses problemas como argumento para descartar as drogas da inteligência, nós devemos considerar a polêmica sob a luz dos possíveis benefícios que a modafinila poderia trazer para nós.

Para fazer isso de modo eficaz e justo, nós precisamos criar uma melhor plataforma para fazer um debate em sociedade sobre esses tópicos - onde o desenvolvimento, avaliação e regulamento de agentes nootrópicos podem ser discutidos por todos de forma igualitária, antes de que a modafinila atinja consumidores sem qualquer problema neuropsiquiátrico.

Ruairdh McLennan Battleday é Doutorando na Universidade da Califórnia, Berkeley
Anna-Katharine Brem é uma pesquisadora com Pós-Doutorado na Universidade de Oxford

Esse artigo foi originalmente publicado no The Conversation. Leia aqui o artigo original.
A tradução livre do artigo e as inserções em vermelho são do blog "Turbine Seu Cérebro".

Conheça 16 nootrópicos: alternativas seguras ao Stavigile

Enquanto um cenário em que o Stavigile tem venda liberada para indivíduos saudáveis é só fantasia, restam os nootrópicos para quem quer turbinar o cérebro. E essa alternativa é igualmente eficaz para atingir o objetivo de melhorar a performance.

Os nootrópicos são melhoradores cognitivos e psicoestimulantes que são aumentam o desempenho intelectual, sem trazer riscos significativos como as medicações como Ritalina e Stavigile.

Muitos nootrópicos beneficiam o cérebro em longo prazo. Também aumentam a memória, melhoram o humor, corrigem a desatenção e combatem a fadiga mental.

Se você quer conhecer 16 nootrópicos (e os estudos científicos que atestam sua eficiência), mais acessíveis e seguros que o Stavigile, não deixe de conferir o ebook "Turbine Seu Cérebro". Clique aqui para saber mais mais e comece a turbinar seu rendimento nos estudos, garantindo seu sucesso em vestibulares e concursos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O Guia de Colina para Calouros (II)

Atenção: o uso da colina e sua suplementação devem ser orientados por um nutricionista; enquanto o uso de remédios nootrópicos deve ser orientado por um médico. Esse artigo tem apenas fins informativos.


Parte 2: É necessário usar a colina junto com o Nootropil (piracetam)?

Há certas combinações que parecem perfeitas. Romeu e Julieta e, se você não é de São Paulo, pizza com ketchup. No mundo dos nootrópicos, a colina é a tampa e o famoso piracetam (encontrado na forma de Nootropil, nas farmácias) é a panela. 

Pelo menos, os entusiastas de nootrópicos cravaram na pedra o Décimo Primeiro Mandamento: deverás combinar piracetam (ou qualquer outro racetam) com colina para obter o máximo de efeitos cognitivos. 

Isso é apenas broscience ou esse stack de fato tem mais benefícios do que usar colina ou piracetam isoladamente? É preciso aumentar o consumo de colina ao usar piracetam? 

sábado, 29 de agosto de 2015

Mecanismo de ação do Piracetam


FUNCIONA MESMO? COMO?
Os mecanismos de despolarização e repolarização.
A manutenção deles é necessária para a condução dos
impulsos nervosos.
O Piracetam é um derivado do GABA, um neurotransmissor que tem efeitos sedativos (veja mais em meu artigo A história do piracetam). Entendendo sobre o GABA, é possível compreender também como o Piracetam faz sua "mágica".

Os efeitos inibitórios do GABA são graças à hiperpolarização neuronal. Recomendo este artigo em caso de dúvidas sobre os processos de despolarização/repolarização.

Quando o GABA se encaixa em seus receptores específicos, há uma entrada maior de íons cloro (Cl-) no meio intracelular. O potencial de repouso é de -90mV. Com a entrada de cloreto, esse valor torna-se ainda mais negativo. Isso é inibitório porque, a fim de haver a condução do impulso nervoso, é necessário um estímulo que atinja algo em torno de +45mV. Esse é o valor médio da maioria dos potenciais de ação.

Os receptores de GABA não são afetados pelo Piracetam. E, curiosamente, os efeitos do Piracetam são justamente opostos aos do GABA quanto à polaridade neuronal.

A seguir, são listados alguns dos efeitos do Piracetam no sistema nervoso central. Desconhece-se seu efeito farmacológico primário, embora existam algumas hipóteses aventadas nas revisões de literatura científica recentes. Há ainda, contudo, muita pesquisa a ser feita a respeito dessa droga.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Guia de Colina para Calouros (I)

Atenção: o uso da colina e sua suplementação devem ser orientados por um nutricionista; enquanto o uso de remédios nootrópicos deve ser orientado por um médico. Esse artigo tem apenas fins informativos.

Você que está entrando no mundo dos nootrópicos certamente já se deparou com o nome "colina" um montão de vezes. E, considerando ser difícil (senão impossível) encontrar um guia em português comparando as diferentes formas de colina, é comum ter várias dúvidas sobre esse composto.

Está na hora de acabar com as informações conflitantes e reunir as informações mais importantes num artigo direto e prático. 

A intenção é apresentar uma visão geral da importância da colina como melhorador cognitivo, debater a relação da colina com os racetams e comparar as diferentes fontes de colina. Mas, o mais importante, que você não irá nos blogs em inglês: eu irei discutir a acessibilidade (onde encontrar, se precisa de receita e quanto custa) de cada fonte de colina aqui no Brasil.

Se você é marinheiro de primeira viagem no navio dos nootrópicos, siga em frente!

domingo, 23 de agosto de 2015

O crescente mercado ilegal de Ritalina

O mercado negro ignorado pela Anvisa
Basta digitar "comprar Rit..." no campo de pesquisa do Google que o próprio buscador já sabe do que se trata. Algum algoritmo do Google Search já sugere: "comprar Ritalina sem receita". 

Depois de apertar o enter, parece que você está num Brasil que não é terra de ninguém. Anvisa? Esqueça. A sensação é de que a vigilância sanitária caiu nos braços de Morfeu e não voltou mais.


O que mais surpreende é a ousadia dos criminosos. No site acima, por exemplo, os vendedores fazem pacotes "promocionais" (com preços de Ritalina quatro vezes maiores que os da farmácia) e publicam até mesmo depoimentos de compradores satisfeitos. 

Também é comum a divulgação da Ritalina mesmo em sites como o Mercado Livre. Como relata o titular da Delegacia de Crimes Eletrônicos, o delegado Peterson Gimenis, numa entrevista: "Anunciam um produto qualquer, no valor do medicamento. Daí, o comprador emite um boleto, faz o pagamento desse produto e recebe o remédio em casa".

Na minha pesquisa, os vendedores utilizaram nomes para anúncio que não os incriminassem. No exemplo abaixo, "capinha de Ritalina - Samsung". Mas as imagens não são de capinha alguma, mas imagens de caixas de medicamento fechadas - e que são exclusivas do autor do anúncio.


Nos comentários, fica claro que a negociação dos remédios não fica no Mercado Livre. Quem deseja comprar as caixas de remédio comercializa, por exemplo, via email. Mas o MercadoPago, sistema de pagamento bastante conhecido, é utilizado.

Mas e a Anvisa? E a Polícia Federal? Onde estão as instituições brasileiras? Ou a Internet é mesmo essa terra de ninguém?

Bom, recentemente, o Jornal da Globo fez uma reportagem de título chamativo: "Polícia Federal está de olhos nas compras irregulares de Ritalina". Mas Gustavo Trevisan, delegado da Polícia Federal, disse para a equipe de reportagem que "nós (a Polícia) não temos estrutura suficiente para dar conta disso".

Brasil dispara no consumo de Ritalina
Foto: Jornal da Globo

sábado, 22 de agosto de 2015

Ritalina: tudo o que você sempre quis saber, mas tinha medo de perguntar

Experimento de uma semana: os efeitos da Ritalina num cérebro saudável

Por T.S., especialmente para o Turbine Seu Cérebro

Ela é a menina dos olhos dos concurseiros que ambicionam o emprego dos sonhos. É a queridinha de jovens que sofrem a pressão dos vestibulares. E é o estimulante predileto de muitos executivos bem sucedidos.

Que existe uma febre de Ritalina (metilfenidato) no Brasil, o segundo maior consumidor do remédio no ranking mundial, não há mais dúvida. Mas por que esse medicamento nos conduziu à vice-liderança de uso global?

Como muitos estimulantes, o metilfenidato, princípio ativo da Ritalina, causa uma explosão de um mensageiro químico - a dopamina - no cérebro. A dopamina tem muitos efeitos - e, entre eles, ela causa prazer. Atividades e substâncias que aumentam a dopamina alimentam o sistema de recompensa do cérebro.

É o gatilho para a dependência. Como o cérebro passa a associar o metilfenidato com o prazer, há chances de vício para o uso crônico. Mas, além disso, o aumento da dopamina costuma deixar as pessoas mais motivadas. Além disso, a dopamina é o neurotransmissor das funções executivas, como planejamento, tomada de decisões e concentração.

Para quem sofre com o déficit de atenção, a Ritalina apenas equilibra os neurotransmissores, corrigindo a carência de dopamina que caracterizaria o transtorno. Assim, alivia a falta de foco e organização, sintomas do TDAH.

Mas e num cérebro saudável? A Ritalina merece toda a popularidade que tem como droga de estudo? Há tal visão nos corredores dos cursinhos. Mas será que ela transforma asnos em Einstein ou apenas causa uma falsa sensação de inteligência? 

As perguntas sobre a Ritalina são muitas e, muitas vezes, é difícil encontrar alguém que as responda. Eu fui atrás das respostas para você. Usei a Ritalina durante sete dias e eu me comprometo a escrever um relato fiel. 

Antes de seguir em frente, tenha certeza de que você entende o que é um relato! Trata-se de puro empirismo e nenhum fundamento científico. São as coisas que eu senti, durante a minha experiência. 

Ênfase na primeira pessoa do singular! Há relatos na literatura científica de quem já usou a Ritalina e teve alucinações visuais e auditivas. Não é porque eu não as tive que essas pessoas estão "inventando" ou mentindo.

Se o conceito de que cada fármaco, ainda mais os psicotrópicos, funciona de modo diferente para cada pessoa é muito complicado para você, então não continue a ler.

Esse artigo apenas tem fins informativos e eu não me responsabilizo pelo mal uso das informações dispostas aqui. Consulte sempre o seu médico, em especial se você acredita que possui TDAH ou está insatisfeito com a sua concentração.

7 coisas que eu aprendi com a Ritalina

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Veredito final: Stavigile aumenta a inteligência e é seguro, dizem cientistas

Pesquisadores de Oxford e Harvard concluem que a modafinila (Stavigile) turbina cérebros saudáveis, com efeitos colaterais raros e brandos

Caixa de Stavigile, da Libbs
Reprodução: Internet
A notícia caiu como uma bomba na imprensa internacional. Ontem, 19 de agosto de 2015, pode muito bem ter sido um marco na maneira como entendemos o cérebro e a inteligência humana. Foi a primeira vez que uma medicação psiquiátrica foi entendida como "segura e eficaz" para turbinar o cérebro de quem não tem nenhum problema de saúde.

Cientistas fizeram uma meta-análise (isto é, uma revisão de vários estudos na literatura científica) e chegaram a uma sentença final: a modafinila é capaz de aumentar o poder intelectual de pessoas saudáveis.

A modafinila, que é o princípio ativo do medicamento Stavigile (da Libbs) é indicado para tratar a sonolência diurna excessiva. Mas, na realidade, é mais usado por estudantes e executivos que querem virar noites ou lidar com a privação de sono, e não por doentes.


"Turbine seu Cérebro": os segredos da neurociência para um intelecto mais afiado

Ninguém está fadado a ter o mesmo desempenho intelectual para sempre. A ciência sabe como otimizá-lo. E eu te conto como!


E se um medicamento pudesse lhe dar um "cérebro melhor"? A ideia parece ter sido tirada de um filme de ficção científica - que nem o Sem Limites, não é? Ledo engano. Melhorar o desempenho intelectual através da farmacologia é uma realidade para executivos ambiciosos, ricaços de Wall Street e nerds do Vale do Silício, nos EUA. O segredo deles é uma classe farmacológica incrível, mas praticamente ignorada no Brasil: a dos nootrópicos.

No meu eBook Turbine Seu Cérebro - O Guia Completo de Nootrópicos, mergulho na ciência por trás de várias dessas substâncias. Nootrópicos, pela definição do médico que cunhou o termo, são compostos neuroprotetores, de bom perfil de segurança, capazes de otimizar a capacidade cognitiva.

Muitos deles prometem benefícios como uma memória mais afiada, maior retenção do aprendizado, menor desgaste mental em tarefas que exijam atenção prolongada e melhor desempenho analítico e lógico.

O que você aprenderá no eBook
É claro que o tema enche os olhos de estudantes de vestibulares, concurseiros e trabalhadores ambiciosos. Nesse eBook, falo de uma variedade de nootrópicos - e da minha experiência pessoal com eles. Você verá no meu relato o que eu aprendi ao usar a maioria dos nootrópicos tratados na leitura.

Ainda, você terá em mãos uma investigação interessante e envolvente sobre esses fármacos. Eu irei lhe apresentar o veredito da ciência sobre a eficácia de cada um dos nootrópicos tratados. A bibliografia consultada e listada é densa, mas não se preocupe: não há nenhum jargão do "neurologuês". Todas as linhas são claras e instigantes, a fim de oferecer uma leitura agradável e de fácil entendimento.

Abordagem completa
Nootrópicos e drogas da inteligência são dois temas muito quentes. Mas é importante ter em vista que, bem antes deles, alguns hábitos tem uma influência enorme na sua capacidade intelectual. É por isso mesmo que exploro o poder de uma alimentação rica em nutrientes específicos para o cérebro no texto. Além disso, ainda converso a respeito da prática de exercícios físicos e do aumento da qualidade de sono - práticas que, quando bem aplicadas, podem otimizar o poder do seu cérebro.

O tema de aprimoramento cognitivo para pessoas saudáveis é escasso no Brasil. Foi por causa disso que eu escrevi o Turbine Seu Cérebro - O Guia Completo de NootrópicosVocê terá acesso a um material inovador, completo, rico em informações - tudo numa linguagem fácil e agradável. O resultado final é uma edição de qualidade, de leitura estimulante, bem ilustrada e com design impecável.

Foto de capa do "Turbine Seu Cérebro", no e-book reader do leitor Raphael Queiroz
Saiba como comprar o eBook
Para comprar o livro e ter acesso às suas 149 páginas integralmente, você pode realizar a compra pelo Hotmart, uma plataforma segura para compras e vendas online.

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Compra por depósito bancário
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Matheus Pereira Machado
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O que os meus leitores dizem


"Sem dúvida nenhuma, este é o melhor conteúdo disponível em português sobre um assunto vasto e surpreendente - que infelizmente é desconhecido até pelos melhores profissionais da área no nosso país. Matheus se sai muito bem, mostrando o funcionamento e aplicação de cada um dos nootrópicos tratados.

Estou há aproximadamente quatro meses fazendo uso dos nootrópicos, sempre consultando este livro, e nunca deixando de ouvir opiniões profissionais, e estou tendo inúmeros benefícios. Sem dúvida alguma é leitura obrigatória tanto para estudiosos da área quanto para aqueles que desejam mergulhar de cabeça no mundo dos nootrópicos!".
Adamo Martins, músico, São Paulo - SP



"O ebook Turbine seu Cérebro é um ótimo pontapé inicial para quem deseja mergulhar no mundo da alta performance cognitiva. Vai servir de referência para muita gente que deseja montar stacks. O livro apresenta resultados de estudos, principais indicações e uma bela introdução a muitos dos compostos mais utilizados por toda a comunidade de nootrópicos"
Thiago Borges, estudante de Farmácia, Rio de Janeiro - RJ

"Quando a memória e a concentração começam a falhar, é hora de prestar atenção ao que está acontecendo com o seu cérebro. É possível deter esses efeitos através de um programa com nootrópicos. É o que nos ensina Matheus Pereira no revolucionário Turbine Seu Cérebro - O Guia Completo de Nootrópicos. Com esse guia, eu pude aprender e entender como funciona essa tecnologia de suplementação de modo a não cometer erros. Não suplemente antes de tomar ciência do que essas páginas revelam"
André Santti, Santos - SP


“O livro de Matheus - Turbine seu Cérebro - é um dos mais fantásticos que já li. Trata-se de uma ampla pesquisa sobre os nootrópicos, que nos incita a buscar cada vez mais sobre o assunto. O texto também nos direciona sobre como utilizá-los de maneira saudável de modo a ter excelente aproveitamento

Eu me interessei sobre os nootrópicos diante da minha incessante necessidade de querer melhorar a forma que funciona minha mente e cérebro. Posso dizer que o livro vem a ser uma mão na roda para aqueles que desejam fazer uma pesquisa sobre o assunto e encontrar dicas valiosas. Nele, você encontra uma coletânea dos nootrópicos mais usados e estudos científicos sobre tais. Não deixe perder a oportunidade de adquirir este excelente guia"
Raphael Queiroz, técnico em TI, Boa Viagem - PE


Primeiro quero registrar minha admiração pelo seu incrível trabalho. Você realmente está prestando um grande serviço de utilidade pública na melhoria da qualidade de vida e na saúde das pessoas. Tenho que reconhecer o fato inegável de que existem muitas pessoas que encontrarão em suas palavras um bálsamo de esclarecimento para as dificuldades que vivem. 

Talvez você não conheça a dimensão de dor que existe por falta desses conhecimentos que você publicou, mas logo saberá quando obtiver o retorno agradecido das pessoas. Eu mesmo sou uma delas que tenho experimentado suas orientações sob supervisão profissional e tive um fantástico benefício na saúde, bem como em meu desenvolvimento profissional. O menor retorno que posso lhe retribuir tem sido comprar o seu livro e divulgar entre amigos e familiares seus conhecimentos. Parabéns, garoto do cérebro, você é um grande profissional e um ser humano exemplar".
Marcos Mesquita, Fortaleza - CE

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Considerações importantes (leia!)
  • O e-book não tem a intenção de curar ou diagnosticar nenhuma doença.
  • O e-book tem somente a intenção de informar. O seu conteúdo é fundamentado pela revisão leiga de estudos científicos (com suas devidas referências bibliográficas no texto) e pela experiência pessoal do autor.
  • O e-book não incentiva ou estimula o uso de nenhum fármaco. Seu único objetivo é informar a respeito do potencial off-label de uma série de remédios - que só devem ser usados sob prescrição médica. Caso você utilize qualquer um dos fármacos citados no livro sem a prescrição de um médico, poderá prejudicar a sua saúde.
Leitores, em caso de dúvidas sobre os métodos de compra ou assunto do livro, fiquem à vontade para entrar em contato por matheuscdcp@gmail.com