domingo, 20 de setembro de 2015

Modafinila (Stavigile): os comprimidos que tiram o sono



Sono. Nós nunca tivemos tanto controle sob essa necessidade biológica.

Esqueça o velho pó de guaraná que até seu avô usava para ficar acordado. Esqueça as gôndolas que enfileiram as latinhas de energéticos. Também não falo dos comprimidos de Ritalina que seu amigo com déficit de atenção usa. Hoje, a ciência consegue dominar o sono de modo muito mais sofisticado.

E por que dormir menos? Bom, se o lema da sociedade atual é "tempo é dinheiro", então venhamos e convenhamos que sono é uma grande perda econômica.

Imagine o que significa ganhar uma hora a mais por dia, que seja. São 365 horas vividas a mais ao fim de um ano. Ou como se você tivesse ganhado 15 dias a mais para fazer o que quiser - ser aprovado num concurso, num vestibular ou abrir o próprio negócio.

Mas controlar o sono não é apenas um capricho do mundo capitalista e de estudantes e empreendedores competitivos. Sono não significa perda de tempo ou perda econômica. Sono pode significar até mesmo perda humana.

Observe o exemplo da aviação moderna. A fadiga é uma problemática e pilotos são propensos à ela. Eles devem lidar com longas horas de trabalho, uma rotina de sono caótica e viagens através de diferentes fusos horários.

É a receita perfeita para arrancar os ponteiros de qualquer relógio biológico.

Justamente a falta de sono de uma única pessoa pode significar a morte de centenas. Não é exagero. Venha comigo para o Aeroporto do Galeão do dia 31 de maio de 2009, às 19h29.

sábado, 19 de setembro de 2015

Combinando nootrópicos: os 6 stacks mais eficientes

Não faça uso de qualquer substância - seja suplementos ou fármacos - sem a prescrição de um profissional de saúde especializado. Do contrário, você poderá prejudicar a sua saúde. As informações abaixo são apenas para fins de conhecimento  - e não constituem aconselhamento médico


Muitos tomam suplementos para turbinar o desempenho físico e a estética. BCAAs, Whey Protein, creatina, cafeína e por aí vai. Não vou dizer (e você também não acreditaria) que ter um corpo atlético e de boa aparência é inútil.

Mas um fator muito mais determinante para o sucesso na vida é o desempenho cognitivo. O que você ganha, os objetivos que você atinge e o legado que você deixa nessa vida - tudo isso é baseado na sua capacidade de raciocinar. Como, então, esculpir os músculos dos cérebros?

Os chamados nootrópicos (para conhecê-los, clique aqui) estão aí para isso. Mas não coloque a carroça na frente dos bois. Ter um "cérebro escultural" - com desempenho no ápice, raciocínio tinindo e uma memória bem forte dependem, primeiramente, de hábitos saudáveis.

Só depois disso você deve considerar (e discutir com um médico) sobre os nootrópicos. As "pílulas da inteligência", porém, funcionam melhor em combinação. Os melhores resultados geralmente vem com a combinação dos nootrópicos.

Os stacks de nootrópicos
Quando você combina nootrópicos, você está criando um stack. Mas essa combinação não pode ser aleatória. Igual numa receita, pensa-se em como os ingredientes vão se combinar em vez de como esses ingredientes são, individualmente.

A ideia é usar nootrópicos que se complementam - um potencializa o outro. Como se eles trabalhassem em uma equipe: cada um tem a sua função específica, mas todos trabalham para atingir o mesmo objetivo.

O que se busca é a sinergia.

O ideal é conhecer a fundo cada nootrópico - e experimentá-los isoladamente para você determinar com exatidão qual efeito eles tem no seu corpo. E depois você deve analisar qual é o seu objetivo antes de fazer os stacks.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Stavigile: o segredo para o sucesso?

O Stavigile recebeu o carimbo de eficaz e seguro de uma das mais respeitadas publicações científicas. Será que ele será usado em larga escala pela sociedade para aumentar o desempenho intelectual?

Se eu lhe oferecesse um comprimido capaz de turbinar seu cérebro, você aceitaria? Se você respondeu com um "não" bem firme, então deixe-me reformular a pergunta.

Você usaria um medicamento - livre de efeitos colaterais sérios e risco de dependência - que lhe tornasse mais afiado e lhe garantisse uma vantagem competitiva na preparação para vestibulares ou concursos?

Não é uma proposta tentadora? Se o seu "não" agora se transformou num "talvez", então o mais surpreendente é: eu não estou falando de uma substância hipotética. Em vez de fantasia, a era da neurocosmética - de aperfeiçoar o próprio cérebro - já é uma realidade.

Por exemplo, conhecemos hoje uma variedade de nootrópicos - substâncias que aumentam exponencialmente o foco e a capacidade de aprender (clique aqui para saber mais  sobre 16 substâncias capazes de melhorar o seu desempenho intelectual). Mas, agora, eu estou falando de uma pílula que não só te deixa mais inteligente, mas também te deixa acordado - às vezes por 88 horas seguidas.

Não estou falando de uma pílula da inteligência que acabou de ser inventada nos recônditos do laboratório secreto do Pentágono. Também não estou falando dos estimulantes clássicos como a cafeína e a Ritalina. Estou falando de uma substância moderna, de mecanismo de ação sofisticado - e que existe numa farmácia bem perto.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Liberar o Stavigile para uso social? Pesquisadores debatem sobre a polêmica

A pílula da inteligência tem grande potencial para estimular a função cognitiva e tornar a humanidade mais produtiva. Mas é preciso discutir o Stavigile em sociedade



Por Anna-Katharine Brem e Ruairidh McLennan Battleday, autores do estudo que diz que a modafinila (Stavigile) é eficaz e seguro em aumentar a inteligência de pessoas saudáveis

A extensão das nossas capacidades "naturais" por meio da tecnologia não é um fenômeno novo. Na verdade, foi um fator essencial para a evolução da sociedade humana no decorrer da história: a invenção da roda, a navegação com a bússola e a comunicação usando ondas eletromagnéticas são exemplos.

O campo da "neurocosmética" - usando o nosso entendimento de como o cérebro funciona a fim de melhorar suas capacidades - pode muito bem ser o próximo passo.

Foto: Internet (fonte)
Nossa nova pesquisa, que revisou os efeitos cognitivos da modafinila (Stavigile, no Brasil), a "pílula da inteligência", descobriu que ela pode aumentar o desempenho de pessoas saudáveis em testes cognitivos. Ou seja:a modafinila pode ser considerada, cientificamente, o primeiro remédio que turbina o cérebro.

Mas, o que também é claro é que nós precisamos melhorar radicalmente nosso jeito de analisar como essa droga afeta tanto cérebros saudáveis, quanto a sociedade como um todo.

A modafinila é uma droga estimulante, aprovada pela Anvisa para ajudar pessoas com transtornos de sono a manter a vigília. Isso significa que a sua segurança em humanos já foi confirmada em um contexto clínico, num período relativamente longo, em múltiplas doses.

Nos indivíduos com narcolepsia, além de muitos outros pacientes com doenças neuropsiquiátricas, o consumo da modafinila ajudou a melhorar um leque de funções cognitivas, trazendo suas habilidades para um nível que é considerado "normal"

Em indivíduos privados de sono, incluindo pilotos e médicos, a modafinila também demonstra o mesmo efeito.

Uma revisão da literatura científica

Porém, nós queríamos descobrir qual seria o efeito da modafinila em pessoas saudáveis, que não estavam privadas de sono. 

Analisamos 24 estudos - de 1990 até 2015 - e concluímos que a modafinila também aumentava as funções cognitivas, particularmente as funções cognitivas mais complexas e executivas, como resolução de problemas e planejamento.

Esse aumento no desempenho não foi visto em todas as pessoas, em cada estudo analisado, em todas as ocasiões; e, para algumas funções intelectuais, como atenção, aprendizado e memória, muitos estudos falharam em demonstrar qualquer diferença que fosse entre o grupo que tomou placebo e o grupo que usou a modafinila.

Nós fomos até mesmo capazes de fazer algumas inferências de como a modafinila age: por exemplo, os efeitos que nós observamos podem ser explicados por um efeito de melhorar "mais as funções mais complexas e menos as funções menos complexas" do processamento cognitivo. 

Observamos a otimização das atividades das regiões pré-frontais do cérebro, que são as que comandam as funções executivas.

Além disso, nos estudos que nós analisamos, as pessoas que usaram a modafinila reportaram um número baixo de efeitos colaterais - e todos foram vistos em proporções iguais nos grupos placebo que participavam dos mesmos testes.

O "efeito teto"

Enquanto coletávamos os dados para nosso estudo, nós ficamos surpresos com a metodologia usada pelas pesquisas anteriores sobre a modafinila.

Primeiro, o total de estudos que focavam em pessoas saudáveis era muito baixo, assim como era o número de voluntários nesses ensaios - uma média de 30 participantes por estudo.

Segundo, muitos estudos usavam testes de inteligência que pareciam inapropriados -  testes normalmente usados para determinar déficits cognitivos em pessoas com doenças neuropsiquiátricas ou transtornos neurológicos.

O problema disso é que as pessoas saudáveis tinham um desempenho ótimo mesmo quando não tomavam a droga - algo que a ciência chama de "efeito teto". Elas já atingiam o seu limite e a droga não poderia aumentar o desempenho. Com esses testes, melhoras no desempenho por causa da modafinila são mais difíceis, senão impossíveis, de detectar.

Quando colocamos ossas descobertas nesse contexto, os benefícios cognitivos da modafinila se tornaram muito mais robustos, afetando numa variedade de domínios da inteligência, incluindo a atenção, função executiva, e aprendizado e memória.

Essa foi uma das principais diferenças da nossa análise. Outras revisões de estudos sobre a modafinila anteriores não haviam examinado com mais profundidade a metodologia usada. Com isso, essas revisões concluíram que a modafinila não tinha status de melhorador cognitivo.

Nosso estudo indica que, em ambientes cientificamente controlados, o uso da modafinila para melhora cognitiva é seguro e eficiente - mantendo em mente que a maior parte dos estudos que observamos apenas usaram uma única dose de modafinila. Por isso, é difícil falar em benefícios em longo prazo.

É preciso de uma nova abordagem
É necessário continuar essa avaliação sobre a modafinila usando abordagens científicas clássicas, com exames cognitivos mais apropriados, maior número de voluntários em estudos, períodos de administração prolongados e uso comparados com outra intervenções - como treinamento cognitivo e formas de estimulação cerebral não invasivas - e monitorar as mudanças fisiológicas e diferenças da droga em cada faixa etária.

No entanto, quando consideramos o amplo uso indevido da modafinila por pessoas sem qualquer transtorno de sono, uma abordagem mais útil e ética pode ser usar testes que espelham atividades cotidianas. Desse modo, poderemos avaliar os efeitos da modafinila numa situação rotineira.

Então, talvez, a descoberta mais importante do nosso estudo é de que a infraestrutura e a metodologia que usamos atualmente para avaliar a melhora cognitiva (em indivíduos que já são saudáveis) é inadequada. 

Nós precisamos elaborar, melhorar e padronizar os regimes de testes cognitivos que são aplicados em pessoas saudáveis e que tem as faculdades intelectuais intactas.

O futuro da neurocosmética
Mesmo os problemas destacados acima não são nada quando comparados com a questão de como integrar as tecnologias e fármacos que interagem diretamente com o cérebro na vida em sociedade.

Novos agentes inevitavelmente irão chegar, e logo: considere a próxima geração de pílulas da inteligência e smartphones, Google Glass e o Microsoft HoloLens.

Esses avanços tem considerável potencial para nos alterar: a extensão da profundidade da compreensão humana pode nos permitir a apreciar mais os mistérios e a beleza do mundo ao nosso redor, modificar relacionamentos e conquistar um maior entendimento de nossas ambições e preocupações mentais. 

Da mesma forma, isso pode nos permitir ser mais produtivos, inovadores e mentalmente resistentes.

No entanto, como sempre, junto desse potencial benéfico, há também um lado negativo: quem poderá usar essas drogas, dependência e doping são questões que irão surgir. 

Mas, em vez de apresentar esses problemas como argumento para descartar as drogas da inteligência, nós devemos considerar a polêmica sob a luz dos possíveis benefícios que a modafinila poderia trazer para nós.

Para fazer isso de modo eficaz e justo, nós precisamos criar uma melhor plataforma para fazer um debate em sociedade sobre esses tópicos - onde o desenvolvimento, avaliação e regulamento de agentes nootrópicos podem ser discutidos por todos de forma igualitária, antes de que a modafinila atinja consumidores sem qualquer problema neuropsiquiátrico.

Ruairdh McLennan Battleday é Doutorando na Universidade da Califórnia, Berkeley
Anna-Katharine Brem é uma pesquisadora com Pós-Doutorado na Universidade de Oxford

Esse artigo foi originalmente publicado no The Conversation. Leia aqui o artigo original.
A tradução livre do artigo e as inserções em vermelho são do blog "Turbine Seu Cérebro".

Conheça 16 nootrópicos: alternativas seguras ao Stavigile

Enquanto um cenário em que o Stavigile tem venda liberada para indivíduos saudáveis é só fantasia, restam os nootrópicos para quem quer turbinar o cérebro. E essa alternativa é igualmente eficaz para atingir o objetivo de melhorar a performance.

Os nootrópicos são melhoradores cognitivos e psicoestimulantes que são aumentam o desempenho intelectual, sem trazer riscos significativos como as medicações como Ritalina e Stavigile.

Muitos nootrópicos beneficiam o cérebro em longo prazo. Também aumentam a memória, melhoram o humor, corrigem a desatenção e combatem a fadiga mental.

Se você quer conhecer 16 nootrópicos (e os estudos científicos que atestam sua eficiência), mais acessíveis e seguros que o Stavigile, não deixe de conferir o ebook "Turbine Seu Cérebro". Clique aqui para saber mais mais e comece a turbinar seu rendimento nos estudos, garantindo seu sucesso em vestibulares e concursos.