sábado, 7 de novembro de 2015

Noopept: o racetam definitivo - PARTE I - Nasce um novo nootrópico

*POST ATUALIZADO NO DIA 08/11/15


Entenda porque o fármaco russo é 1000 vezes superior ao velho piracetam!
*OBS: Quimicamente, o Noopept não é da classe dos racetams, porque não tem um anel pirrolidônico em sua estrutura. Funcionalmente, contudo, o Noopept é agrupado na família racetam.
É difícil fugir de certas imagens mentais ao falar sobre  Moscou. É um desafio não pensar, por exemplo, na vodca - bebida usada para aplacar o terrível frio russo. Como não lembrar, por exemplo, do semblante severo de Vladimir Putin - um dos políticos menos sorridentes do mundo?

A prestigiada cientista Rita
Ostrovskaya, que comanda pesquisas
sobre o Noopept desde os anos 90
Mas nem só de vodca, caras fechadas e frio de rachar vive a Rússia. Se você quiser desconstruir essa imagem, experimente visitar os corredores da Academia Russa de Ciências Médicas. Por lá, você poderá esbarrar com essa senhora da foto que, do alto dos seus 83 anos, mantém o vigor e a energia de um adolescente.

O Instituto de Farmacologia é praticamente a segunda casa de Rita Ostrovskaya - uma viúva, pesquisadora e professora que trabalha por lá há mais de cinco décadas.

O sobrenome estranho parece inevitavelmente trazer à memória a imagem da frieza e austeridade russa. Mas não é nada disso: essa prestigiada cientista carrega sempre um sorriso no rosto. Em entrevista a um podcast americano (vale a pena ouvir se você fala inglês), Rita conta, entre risos: "Eu tenho uma mente muito ativa e tenho interesses em vários assuntos. Eu trabalho no Instituto de Farmacologia, e então, venho para casa, durmo um pouco. Umas cinco horas depois, já estou de novo perto de um computador".

A razão para esse dinamismo e lucidez não é apenas manter a mente ativa. O segredo de Rita tem nome e apelido: (respire fundo antes de proceder à leitura) éster etílico de N-fenilacetil-L-prolilglicina - ou simplesmente Noopept. 

Você já deve ter lido em algum lugar que trata-se de uma molécula "1000 vezes mais poderoso que o piracetam" (e discutiremos isso mais a frente). Fato é que Rita Ostrovskaya usa a substância há muitos anos (assim como esse que vos escreve está usando neste momento). Ela parece mais sóbria que muitos jovens (e eu sinto uma facilidade incrível para encontrar as palavras e redigir o texto).
A molécula foi criada por um time de pesquisadores liderados pela própria Rita Ostrovskaya. O Noopept é um potente agente nootrópico - que para citar alguns benefícios, aumenta determinadas modalidades da memória, facilita o aprendizado, diminui o estresse e protege as células do cérebro contra o ataque de agentes tóxicos.

A melhor forma de entender como o Noopept afeta o cérebro é  retornar aos corredores da Academia Russa de Ciências Médicas dos anos 90. Foi lá onde tudo começou. Ao entender como o Noopept foi concebido, é possível também entender porque o Noopept é, por muitos pontos, superior ao piracetam.

Os problemas do piracetam
O Noopept surgiu de uma necessidade: era preciso melhorar o piracetam.

Verdade seja dita: para quem usa nootrópicos apenas para "ficar mais inteligente", o piracetam pode tanto satisfazer quanto decepcionar. Eu me dei muito bem com o Nootropil  mas, ao mesmo tempo, já li muitos relatos de quem usou e ficou desapontado.

O problema é que, entre os usuários de nootrópicos, o piracetam é superestimado: muita gente espera conquistar uma memória de elefante e ter resultados espetaculares. Como digo no ebook Turbine Seu Cérebro, para muitos, o piracetam não é espetacular. Ele tem somente efeitos leves - e alguns só vem em longo prazo.

Quem quer apenas ampliar o poder cognitivo às vezes se frusta com o piracetam. O que dizer então dos pacientes e dos médicos? Esses sempre duvidaram ainda mais do remédio. O piracetam funciona melhor em indivíduos doentes - que tem alguma disfunção intelectual - do que em saudáveis. Mas, ainda assim, o piracetam nunca inspirou muita confiança na classe médica.

O uso do piracetam é limitado porque não há evidências científicas suficientes para embasar sua eficácia em muitas doenças que afetam a cognição
Em 1991, dois cientistas estudavam os efeitos do piracetam na demência senil. Eles concluíam muito bem os sentimentos mistos que a comunidade médica carregava há muitos anos. Havia esperança no piracetam - mas uma esperança recheada por muitas dúvidas:
"As opiniões são divididas sobre os benefícios do piracetam, porque os estudos duplo-cego (estudos em que a eficiência do piracetam é comparada com a de um placebo) mostraram resultados conflitantes. Há razão para sustentar um otimismo cauteloso, mas é preciso investigar mais antes de chegarmos à uma conclusão absoluta" (1).
Entre esses resultados inconclusivos, médicos demandavam alternativas melhores. Surgiram os outros racetams (ani, levi, pramira, oxira e um monte de outros prefixos). Esses não tiveram um resultado mais expressivo que a droga original. Nas palavras da própria Rita Ostrovskaya, em entrevista ao Smart Drug Smarts:
"Até hoje, muitas pessoas não gostam do piracetam - e especialmente nos Estados Unidos - eles tem uma visão muito negativa sobre o fármaco. Por que? O piracetam funciona apenas em doses altíssimas. Em algumas doenças, cerca de 12 gramas por dia - e mesmo assim, para algumas pessoas, o piracetam não funciona muito bem".
Enquanto a lista de desvantagens do piracetam se avolumava, os cientistas da Academia Russa de Ciências Médicas buscavam formas de solucionar o problema. Eles tiveram a ideia de "melhorar" o piracetam. Como? Eles tiveram uma abordagem diferente. A brincadeira estava em desenvolver um remédio que copiasse a estrutura química do piracetam. Queriam modificar o design da molécula de modo que o novo fármaco tivesse um efeito ainda mais poderoso. E eles conseguiram atingir esse objetivo.

Noopept: modo de fazer
Como que meros aminoácidos conceberam o membro mais famoso da família racetam
No imenso Departamento de Química da Academia Russa, os especialistas começaram a esboçar uma série de novas moléculas - todas eram nootrópicos em potencial. O ponto de partida era a o piracetam, que servia como modelo. Mas os cientistas russos tinham um modus operandi ousado: eles queriam usar como ingredientes dessa receita apenas moléculas endógenas - produzidas e reconhecidas pelo próprio corpo (a razão para essa preocupação, veremos logo mais).

O fato é que, nessa história, eles começaram a estudar e ter um interesse cada vez maior por dipeptídeos: essas são moléculas orgânicas formadas a partir da união de dois aminoácidos. A vantagem dos dipeptídeos é que eles não são destruídos por enzimas e conseguem chegar ao cérebro intactos. O problema é que existem mais de 20 aminoácidos. Então qual os químicos iriam escolher?

O pulo do gato foi usar dois aminoácidos que tinham uma estrutura química bem parecida com a do piracetam, de modo a "imitar" a molécula do nootrópico. Muitos possíveis nootrópicos foram feitos (2) - mas teve um que chamou mais atenção que os demais nos testes subsequentes.

Nesse nootrópico que se destacou , os químicos haviam utilizado os aminoácidos prolina e a glicina - que, como você pode ver acima, tem semelhanças com o piracetam. Como peças de Lego, os cientistas juntaram esses dois aminoácidos. O esqueleto básico do Noopept é a prolilglicina. Mas houve mais algumas reações químicas até atingirem o design final, que descrevo a seguir para os interessados em química. Pule para o outro parágrafo se preferir.

A fim de aumentar ainda mais a eficiência da nova molécula, os cientistas prosseguiram com mais algumas alterações. Numa ponta da molécula, o grupo amina da prolina sofreu uma reação com o ácido fenilacético. Já no outro extremo, foi feita uma reação de esterificação entre a carboxila da glicina e o etanol. O resultado final é esse da imagem abaixo:

A nova droga logo fez brilhar os olhos da equipe de Rita Ostrovskaya. Ela relembra:
"Tínhamos desenvolvido o peptídeo - que é um análogo do piracetam - e os experimentos mostraram que ele funcionava muito bem. (Tinha atividade nootrópica) em doses 1000 vezes menores que as do piracetam. Mas além de uma diferença quantitativa, havia uma diferença qualitativa: a nossa substância tem um mecanismo de ação maior, (era capaz de) funcionar num espectro mais amplo de doenças". 
O Noopept se destacou. Os microscópios da Academia Russa focalizaram em culturas de células que imitavam um enorme leque de patologias que prejudicam o cérebro e a inteligência. Quando o Noopept era adicionado nessas culturas de células doentes, os resultados eram surpreendentes. O Noopept teve significativa atividade antioxidante e protetora.

Numa cultura de células incubadas numa câmara sem oxigênio - uma situação análoga a de um infarto - o Noopept salvaguardou muito mais células do que um placebo. Num modelo de ataque por glutamato - neurotransmissor envolvido no aprendizado, mas que, em excesso, é tóxico - o Noopept atuou na linha de frente contra a neurotoxicidade, preservando um número significante maior de células cerebrais que um placebo (3).

Mas o mais importante, lá nos idos de 1995, quando o Noopept já estava para ser patenteado, era descobrir se aquela molécula era segura. Para isso, testes em animais - como ratos e coelhos - se sucederam e, mais uma vez, animaram os cientistas. O Noopept revelou-se seguro (4).

Não só o Noopept era seguro. Os estudos de farmacocinética - que investigam como e em que velocidade o corpo metaboliza uma droga - mostraram que o Noopept é  especialmente seguro. O advérbio não é exagero. Lembra que os ingredientes da receita do Noopept eram meros aminoácidos que espelhavam a geometria molecular do piracetam? Pois é: por essa natureza inofensiva, o Noopept não é algo "estranho" ao corpo, muito menos para o cérebro.

Explico: pense no Noopept como uma substância inerte, que, por si só, não consegue fazer nada. Isso mesmo: o Noopept é inútil, sem ação efetiva alguma! É só depois de atravessar o cérebro que o Noopept é convertido por enzimas em algo chamado cicloprolilglicina - que, essa sim, é bastante útil (4).

Cicloprolilglicina: seu nootrópico natural
Ao chegar ao cérebro, o Noopept é transformado, principalmente, em cicloprolilglicina - os aminoácidos prolina e glicina ligados numa estrutura cíclica.
Eu sei que o nome deve, muito provavelmente, ser desconhecido para você. O Google me informa que hoje existem 0 resultados em português com o termo "cicloprolilglicina". No Brasil, a substância praticamente "não existe", mas para seus neurônios, a cicloprolilglicina é uma "velha conhecida". Ela é mensageiro químico intimamente envolvido com as funções cognitivas - como memória e aprendizado.

É como se o Noopept fosse a embalagem de um presente. A embalagem em si não tem importância além de ser um veículo de entrega - o que interessa mesmo é o que está dentro. A cicloprolilglicina é o presente - é a real força motriz por trás dos poderes do Noopept. Como o Noopept se transforma numa substância endógena, isto é, "natural" para o seu cérebro, também fica claro o porquê de ele ter um bom perfil de segurança.

E é justamente a cicloprolilglicina a raiz do porquê o Noopept é mil vez melhor que o piracetam. E, ao falar em "mil vezes melhor", não falo apenas de uma diferença quantitativa. Mas, também, falo hiperbolicamente da superioridade em qualidade e eficiência do Noopept. Como um nootrópico, o Noopept acerta onde o piracetam falha. E o motivo disso tudo é ela: a tão misteriosa e tão ignorada - pelo menos nos países ocidentais - cicloprolilglicina. Agora você vai entender o porquê:

O piracetam imita a cicloprolilglicina
Quando o time sagaz de Rita Ostrovskaya decidiu utilizar aminoácidos que tinham semelhança com o piracetam na receita do Noopept, a decisão não foi aleatória. O "crime" foi premeditado - a partir de uma hipótese que surgiu nos corredores do Instituto de Farmacologia sobre como o piracetam atua no cérebro.

Vamos voltar um pouco no tempo: em 1985, Tatiana Gudasheva, outra cocriadora do Noopept, tentou elucidar o mecanismo de ação do piracetam. Tatiana lançou a seguinte hipótese (citado em 5): existe alguma molécula no cérebro formada por aminoácidos - um neuropeptídeo - que é secretado pelos próprias neurônios. Conforme ela imaginava, a molécula atuaria em benefício da memória e do aprendizado. Para Tatiana, o piracetam conseguiria "imitar" esse neuropeptídeo hipotético.

A foto ilustra bem. Que nem neurotransmissores, como a dopamina e acetilcolina, os neuropeptídeos também são lançados nas sinapses (nome para a fenda que existe entre duas células do seu cérebro). O neuropeptídeo só conseguirá funcionar quando encontrar seu alvo: moléculas proteicas que ficam estacionadas na superfície da célula vizinha.

Esses alvos tem um encaixe perfeito para a geometria espacial do neuropeptídeo. Uma conformação tridimensional específica para recebê-lo. O receptor também tem uma afinidade química complementar à dele. Com isso, os dois se atraem.

É como se eles fossem mesmo feitos um para o outro. Por causa dessa altíssima compatibilidade de nível molecular, o neuropeptídeo e o seu receptor fazem uma conexão.

Depois do encaixe, é como se o neuropeptídeo tivesse puxado um gatilho. Ele consegue desatar uma série de modificações dentro do seu neurônio. É como se aquela conexão acionasse uma circuitaria química que induzirá alterações no funcionamento da célula. Mas essas reações dependem de qual neuropeptídeo estamos lidando. Eles podem influenciar fatores como o humor, a fome, o sono, a libido e as funções cognitivas.

O piracetam, como propunha Gudasheva, imitaria uma dessas moléculas naturalmente produzidas pelo nosso cérebro. O receptor do neuropeptídeo hipotético encontraria o piracetam e, então, se "confundiria" - ele faria uma conexão química com o piracetam.

Daí, pronto: por causa desse disfarce, o piracetam enganaria o seu cérebro, se encaixaria nos receptores do neuropeptídeo e puxaria o gatilho. Aquelas reações que beneficiam a memória e o aprendizado quando a cicloprolilglicina se encaixa no receptor seriam desatadas. Para quem tem alguma doença que altera as funções cognitivas, os efeitos do piracetam, supunha, seriam ainda mais notáveis.

Tatiana chegou até mesmo a arriscar que esse suposto neuropeptídeo seria formado por prolina, devido à semelhança deste aminoácido com o piracetam. Você já deve saber onde estou querendo chegar. Não poderia estar falando de outro neuropeptídeo além da cicloprolilglicina. O piracetam imitaria-a e seria capaz de estabelecer uma ligação química com os receptores dela (6).

Esse neuropeptídeo - que é o metabólito final do Noopept - só foi descoberto no cérebro dos ratos em 1996.


Confirmando a hipótese
Mas não demorou muito para que a própria Tatiana Gudasheva levasse a cabo a transformação da sua hipótese em uma teoria. Ela ficou na linha de frente de estudos que analisaram a semelhança do piracetam com a cicloprolilglicina. Os resultados foram replicados em várias publicações durante muitos anos.

Primeiro, a cicloprolilglicina tem um mapeamento eletrostático cerca de 90% idêntico ao do piracetam  (7). Traduzindo da química para o bom português, isso significa que as moléculas pelas quais a cicloprolilglicina tem afinidade, o piracetam muito provavelmente também terá.

Em 1999, Rita Ostrovskaya, Tatiana Gudasheva e outros cientistas mostraram que o neuropeptídeo recém-descoberto afeta a memória de maneira idêntica ao do piracetam. Há vários estágios na memorização: o processamento da informação, o armazenamento da informação, e, depois, a recuperação dela. O piracetam e a cicloprolilglicina mexem com todos as etapas de maneira idêntica.

Tanto o piracetam quanto a cicloprolilglicina otimizam o processamento de novas informações. Ambos também facilitam o armazenamento da memória de tarefas recém-aprendidas. Mas eles tem efeito amnésico no que diz respeito à recuperação de memórias antigas após uma única dose. Ou seja, os dois otimizam a formação de novas memórias e o aprendizado, mas, em doses agudas, podem prejudicar as lembranças antigas. Esse efeito não ocorre com o uso crônico, isto é, contínuo (7).

Também já foi provado que o piracetam e a cicloprolilgicina tem um efeito "quase idêntico" na frequência e na amplitude das ondas cerebrais (8). Como eles modulam as ondas cerebrais da mesma maneira, esse é um indicativo de que tem atividade farmacológica parecidas.

Em 2001, mostraram que a cicloprolilglicina não é apenas um nootrópico endógeno (isto é, produzido pelo próprio cérebro), mas que ela também regula a ansiedade. O piracetam exerce o mesmo efeito - e, daí, os pesquisadores concluíram que "a cicloprolilglicina é similar ao piracetam não apenas no que diz respeito aos efeitos nootrópicos, mas também na atividade ansiolítica" (6).

Artigo russo, publicado em 2012, diz que "a hipótese de que o piracetam mimetiza o neuropeptídeo endógeno CPG (cicloprolilglicina) foi confirmada".
A cartada final veio em 2012 - quando um audacioso estudo disponível apenas em russo (9) veio selar o número de evidências cada vez mais contundentes que já se amontoavam. Os cientistas usaram vários parâmetros para comparar a ação do piracetam e da cicloprolilglicina como neuroprotetores e anti-hipóxicos (isto é, protetores contra a baixa oxigenação). Mais uma vez, a cicloprolilglicina e o piracetam mostraram ter ação farmacológica muito similar. Os cientistas russos - Tatiana Gudasheva entre eles - foram mais firmes dessa vez:
"A similaridade observada entre os efeitos anti-hipóxicos e neuroprotetores da cicloprolilglicina e do piracetam confirma a hipótese de que a cicloprolilglicina é análoga ao piracetam não só estruturalmente, mas também funcionamente"
Em outras palavras: o piracetam copia a cicloprolilglicina. Por ter uma geometria espacial tão semelhante, é capaz de se encaixar nos mesmos receptores dela. Mediante essa conexão, o piracetam aciona parte das vias de reação química que a cicloprolilglicina "verdadeira" desencadeia. Como esse neuropeptídeo é praticamente um nootrópico natural, o piracetam consegue simular alguns dos seus benefícios ao se disfarçar dele.

O Noopept é 1000 vezes superior ao piracetam
O problema é que o piracetam não é um ligante perfeito. Você pode pensar no piracetam como um irmão gêmeo de um conhecido. Mas esse irmão gêmeo não é um idêntico - ele é apenas parecido o suficiente para que, de longe, você o confunda. Apesar de análogos, o piracetam e a cicloprolilglicina não desempenham funções 100% idênticas. A cicloprolilglicina, por exemplo, possui atividade neuroprotetora consideravelmente maior que a do piracetam.

No estudo de 2012, por exemplo, ratos de laboratório foram alojados em câmaras com concentração de oxigênio muito baixa (9). Essas condições anormais são extremamente danosas ao cérebro, uma vez que esse órgão é faminto por oxigênio e glicose.

Provou-se que a administração da cicloprolilglicina a uma determinada linhagem de ratos consegue oferecer proteção 3 vezes maior que o piracetam nessas condições adversas, aumentando a sobrevida dos roedores. Ou seja, os ratinhos que ficaram no grupo do piracetam se deram mal. Já quem usou a cicloprolilglicina...

Foto gentilmente cedida por João
O ponto é que em 1997, foi descoberto que uma hora após a administração do Noopept, os níveis dessa droga no cérebro já são inexistentes. No entanto, os níveis de cicloprolilglicina vão às alturas: há um aumento de 150%. Não estamos lidando mais com uma droga que se disfarça de cicloprolilglicina - o neuropeptídeo natural que é nootrópico. O que temos é uma droga que se transforma na própria cicloprolilglicina, e conseguirá se encaixar perfeitamente em seus receptores alvos e engatilhar todas as reações químicas que beneficiam a memória, aprendizado e oferecem proteção ao cérebro.

A comunidade científica continua em debate a respeito do mecanismo de ação do piracetam. No entanto, nenhuma outra teoria convence tanto quanto a proposta por Gudasheva desde 1985. Em 2012, o time de pesquisadores russos deram a teoria como "confirmada" - mas isso não encontrou aceitação em outros países (talvez porque o mecanismo de ação do piracetam simplesmente não é alvo de debates, nem o artigo russo tenha sido traduzido para o inglês).

O fato é que a teoria é bem fundamentada, não tem como negar: as evidências são fartas para sustentar que tudo o que o piracetam faz - aumentar a fluidez das membranas plasmáticas; aumentar o consumo de glicose e a oxigenação cerebral; aumentar a sensibilidade ao neurotransmissor da memória, acetilcolina; além de atuar como um anti-trombótico - depende da cicloprolilglicina.

Se considerarmos que o piracetam apenas "tenta" simular os efeitos da cicloprolilglicina (em farmacologuês, é um agonista parcial), então o Noopept é muito mais poderoso. O Noopept, no final das contas, é transformado em cicloprolilglicina ao chegar ao cérebro. É um produto original, em vez de ser um produto pirata.

Noopept x Piracetam - as conclusões finais

Quem tem o Noopept em mãos - e são poucos aqui no Brasil - deveria, em primeiro lugar, se sentir privilegiado. E, depois disso, não gastar mais um centavo sequer com o piracetam.

É inútil usar o Noopept junto do piracetam - o "stack" é redundante. Na melhor das hipóteses, a combinação irá postergar os efeitos do Noopept. Na pior delas, o piracetam irá negar muitos dos benefícios do Noopept e produzirá um efeito mais brando.

Explico: o piracetam e o Noopept disputarão os mesmos alvos, os receptores de cicloprolilglicina. Como suas células não tem receptores infinitos de cicloprolilglicina, em algum momento eles estarão saturados. Parte estará ocupado pela própria cicloprolilglicina (gerada no metabolismo do Noopept), parte pelo piracetam.

Mas ocorre que o piracetam exerce efeitos muito mais leves nas funções cognitivas por não ser um ligante "perfeito" e apenas parcial. Desse modo, você reduzirá os benefícios do Noopept (isso é apenas uma hipótese, fundamentada a partir das conclusões do time de cientistas russos).

O piracetam atingiria um efeito menor, pois é um análogo muito fraco da cicloprolilglicina (CPG). Ele requer doses muito maiores que o Noopept para atingir um efeito.
Li muitos estudos científicos (os discutirei mais a fundo na parte II dessa série): todos reiteram o quanto o Noopept é mais eficiente que o piracetam em tratar uma infinidade de demências e doenças que afetam a cognição. Para pessoas saudáveis, os efeitos não serão tão notáveis a ponto de você ter uma super memória - mas os estudos são bem mais animadores que aqueles do piracetam.

Não apenas mais eficiente, o Noopept é incrivelmente mais barato. Isso porque ele requer insumos farmacêuticos muito simples para sua síntese (relativamente simples) e porque as suas doses eficientes são da ordem de milhares de vezes menores que a do piracetam. Os custos de produção do Noopept são, portanto, muito baixos.

Para quem usa nootrópicos, isso é interessante. Considerando que a dosagem ótima do piracetam em indivíduos saudáveis parece ser da ordem de 4,8 gramas por dia, seria necessário comprar 6 caixas de Nootropil por mês. Mais ou menos 150 reais por mês, considerando uma média de 25 reais por caixa.
Foto gentilmente cedida por João Vitor
Ao mesmo tempo, comprei o Noopept através de uma importação de um site especializado nos Estados Unidos, o New Star Nootropics.

Na época, tive que despender menos de 60 reais por uma grama de Noopept. Hoje, o preço está ainda menor - menos de 50 reais - flutuando ao sabor do dólar e do próprio New Star Nootropics. A dosagem sugerida pela bula russa é de 30 mg / dia, dividido em três doses ao longo do dia. Em um mês, gastei menos de 50 reais com o Noopept. É um valor 3 vezes menor para um efeito 1000 vezes melhor.

Para quem gosta de nootrópicos, trata-se apenas de uma conveniência, no final das contas. O que dizer da importância disso tudo para pacientes que tentam se recuperar de um AVC isquêmico, traumas cranianos ou de demências? Aqui, a questão é ainda mais séria. Por que esses pacientes gastam dinheiro até hoje com o piracetam? O efeito do piracetam nessas patologias é dúbio. Já o efeito do Noopept, um medicamento análogo, mais seguro, incrivelmente mais barato e mais potente - é certeiro.

Por que o Noopept não é vendido? Não tem nada a ver com a boa vontade da Anvisa. Tem a ver com os próprios laboratórios farmacêuticos. Aparentemente, nenhum se interessou até hoje em ir adiante com um pedido de produção e comercialização no Brasil. Caso o Noopept fosse comercializado por aqui, antes de qualquer usuário de nootrópicos, um número amplo de pacientes de enfermidades sérias sairia ganhando.

Conheça o e-book "Turbine seu Cérebro"

No meu e-book "Turbine Seu Cérebro", eu discuto a fundo sobre como extrair o máximo do piracetam. Explico em que situações, numa pessoa saudável, o piracetam pode ser útil - e quais são as formas de maximizá-lo.

Mas, além disso, você irá conhecer também sobre outros nootrópicos - vários fármacos, acessíveis, que são capazes de promover efeitos notáveis na memória, concentração, motivação e na produtividade. O "Turbine Seu Cérebro" é justamente sobre o aumenta da capacidade do seu cérebro. Clique aqui e aprenda!

Em breve
No próximo artigo dessa série, na terça-feira (10), você verá como o Noopept atua no cérebro. Ao aumentar os níveis de cicloprolilglicina, o Noopept induz uma série de mudanças. Neurotransmissores e neurotrofinas são modulados, afetando a memória, a capacidade de atenção e o aprendizado. Você entenderá os aspectos específicos do que chamamos vagamente de "inteligência" que são beneficiados com o Noopept.

Até mais.

41 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito legal o seu post. Tenho tomado Nootropil nos últimos 2 meses. E os efeitos são realmente incríveis!! Mas continuo com uma dúvida. Li em diversos sites relatos de usuários que ingerem diferentes racetams diariamente a mais de 3 anos, e afirmam que os efeitos não cessam e nem diminuem ao longo do tempo. Ou seja, dizem basicamente que não desenvolvemos resistência a esses remédios. Também não vi nenhum relato falando sobre dependência.
    O que eu não consigo entender é como esses efeitos de podem estar de acordo com essa teoria que foi colocada aqui. Ela que diz que tanto o piracetam quanto o noopept basicamente geram a disponibilidade no cérebro de uma substância que é produzida naturalmente pelo corpo.. Isso não levaria o organismo a diminuir ou até parar de produzir naturalmente a tal da cicloprolilglicina? Pelo menos esse é o efeito que notamos quando usamos drogas para aumentar, por exemplo, a disponibilização da dopamina nos receptores no cérebro.
    Com o tempo, as doses deixam de fazer o efeito desejado e é necessário sempre aumentar a dose. Quando cessamos o uso dessas drogas, é bem comum o organismo responder com sintomas de abstinência - algo que também não li em nenhum relato de usuários de compostos da família dos racetams. Ou seja, se o mecanismo de ação deles consistisse em simplesmente ocupar o espaço de uma substância produzida naturalmente pelo cérebro, isso não levaria aos sintomas clássicos de resistência e de dependência? Não estaríamos debilitando pela falta de uso o mecanismo natural do corpo de produzir a cicloprolilglicina?

    Gostei muito deste post acerca do Noopept e tenho interesse em adquiri-lo.. O que vc comprou veio em comprimidos ou em pó? Se for em pó, como vc faz para medir a dosagem correta?

    Cara, abraço e parabéns pelo blog. Suas informações tem sido realmente úteis e são bem sintetizadas e bem escritas. É o melhor canal de informações que achei até agora sobre o tema.

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    1. Excelente observação que você fez. Gostei bastante da sua teoria sobre uma possível dessensibilização do cérebro à cicloprolilglicina. Garanto que logo irei levantar alguns pontos sobre o assunto, aqui nos comentários.

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  3. Bom dia.
    E onde conseguir comprar o Noopept?

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    1. Gustavo, consulte o médico antes do uso de qualquer fármaco ou suplemento. Posso apenas mostrar o que diz a ciência. Vamos lá:

      Estudos mostram que o Noopept causa maior sensibilidade do cérebro à acetilcolina. Os autores não notaram que ele causa deficiência de acetilcolina - mas, sim, que os neurônios passam a responder mais aos efeitos da acetilcolina (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18214292).

      Outro estudo diz que "a suplementação com colina evita a depleção de acetilcolina no cérebro, que é induzida por vários fármacos que aumentam a atividade dos neurônios colinérgicos" (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3708441).

      O que esse último estudo indica é: em condições normais, a suplementação com formas simples de colina (formas salinas e fosfatidilcolina, que não sejam Alpha GPC e citicolina, que são suplementos mais "nobres") não tem potencial para aumentar a acetilcolina. No entanto, num quadro de maior atividade nos neurônios colinérgicos - que parece ser o caso com o Noopept - mais colina pode ser deslocada para a formação da acetilcolina.

      Hipoteticamente, alguém que use Noopept pode se beneficiar da suplementação com colina. Além de ser um nutriente que tem papel fundamental em várias atividades metabólicas (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2782876/), é sabido que boa parte da população é deficiente em colina. Um aumento da atividade neuronal, num quadro de deficiência de colina, poderia aumentar sintomas de carência vitamínica.

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  5. Boa tarde, aonde você conseguiu comprar o seu noopept?
    Tem no Brasil?

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    1. Através de importação. Explico mais no texto

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  6. Poderia me passa o endereço seguro da importação??
    andreia_cavallaro@hotmail.com

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    1. O Noopept pode ser importado de sites americanos especializados, como o New Star Nootropics. Mais informações no texto.

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  7. o mode de ingerir ele é sublingual ou precisa diluir em algum liquido?
    obs: estou falando do noopept em pó

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  8. Gostaria de saber se tem alguma experiencia com ritalina com l-teanina? Qual o preço do noopept e se tem que usar com l-teanina?

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  9. boa tarde
    venho usando o nootropil 800 mg, duas vezes ao dia no limite de 5,6 gramos por dia, juntamente com, colina 500 mg, l-teanina 300 mg, complexo de vitamina B 50 mg, creatina 3-6 g e tomo uma chicara de 250 ml de café e o efeito é espetacular. Quero ressaltar que a complementação com a colina é importante para evitar dor de cabeça e cansaço mental.
    Tentei importar por duas vezes o noopept no site : bsorbyourhealth.com.
    ocorre que a Recita Federal por duas vezes devolve a encomenda para a empresa nos U.S.A.

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    3. Ola. De q forma encontro a colona 500mg e a I-teanina 300mg? Em farmacia de manipulação ou em convencional como outro nome de medicamento? Ah! E vc continua tomando? Continua surtindo efeito?

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  10. Matheus Pereira.
    sane essa dúvida.
    Visitando o site: https://newstarnootropics.com vi que o noopept é vendido em pó, também, na compra, é oferecido um medidor(colher). Esse medidor trás a dosagem correta? ou temos que adquirir uma balança de alta precisão? Vez que, a dosagem recomendada é de 30 mg/dia (3x 10 mg) (inicialmente).
    Como a forma é disponibilizada, em pó, e o uso é recomendado via sublingual. O efeito em pó tem diferença? temos que diluir em água?
    Acabei de receber um email do site: http://www.absorbyourhealth.com informamdo que o produto fora devolvido pelo não recolhimento dos tributos. Mas o que chamou atenção foi o valor cobrado pelo site.
    Um vidro contendo 100 capsulas de 10 mg cada, isso equivale 1 g, paguei R$ 20 (dolares), mais R$ 7 (dolares) de frete, e ainda, vou ter que pagar mais 38 reais de impostos. Cotação do dolar $ 3.8 um total de 140,6 reias o custo total.
    Já no site: https://newstarnootropics.com 10 g de noopept são R$12,25 (dolares), mais 7 (dolares) de frete e mais R$38 (Reais) de impostos, cotação do Dolar 3.9, totaliza 113,07 (reias).
    Cabe ressaltar que o primeiro site o valor é para um gramo e o segundo é para 10 gramos.

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  11. Parece que alguns usuários acima realmente vão precisar ingerir altas doses de Noopept, de modo que o efeito da cicloprolilglicina permita a memorização de regras básicas da língua portuguesa, tal como a que estabelece que a unidade de medida grama detenha gênero masculino. Assim, diz-se um grama ou dez gramas, jamais um gramo ou dez gramos.

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    1. Grammar nazi spotted! Hahaha, zoeira, mas é foda mesmo...vários erros grotescos.

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  12. Boa tarde, estou gostando muito desse blog e estou pensando em adquirir o e-book, é algo que acho muito interessante. Mas tenho uma dúvida, onde posso adquirir noopept de confiança?

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  13. Mas eai??? Noopept em pó. Com ou sem Água?
    Creio eu que com o medidor (o próprio nome diz Medidor) ja deve ser o tamanho correto de uma medida , sei lá tipo 10mg, espero que seja.
    Em questão de preço, eu estou ciente que importar esse produto, vou desembolsar quase 400 reais, fiz um pedido de 40g(2x20g) somando o valor do frete +impostos tributários, cálculei que será perto disso mesmo.
    Espero que compense.

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  14. Olá Matheus, bom dia

    Muito eficiente e informações muito relevantes para quem deseja conhecer sobre nootrópicos. Uma possibilidade de potencializar o cérebro com sinapses diretas.
    Parabéns pelo estudo e a dedicação para possibilitar conhecimento para os leigos e as pessoas que já tem acesso a esse racetam.
    Com relação a importação do Noopept entrei em contato por email da empresa New Star Nootropics e recebi a seguinte resposta:
    Caro Carlos,

    Nos EUA estes produtos químicos não são aprovados pela FDA nem são elegíveis para a venda como suplementos dietéticos. Assim, por razões de responsabilidade do produto / consumidor e aderência a regulamentações federais que são, infelizmente, incapaz de ajudar com quaisquer dúvidas relativas ao consumo, e somos obrigados para informá-lo que estes produtos não são vendidos para o consumo e são apenas para fins de investigação. Se este é um problema, somos capazes de aceitar devoluções de quaisquer produtos fechadas, a nenhum custo para você.

    Saudações,
    Shasta
    Star Partner Nootropics

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  15. nossa, cliquei sem querer em quantidade errada e comprei "100 grams Noopept & 2 scoops" 370 reais no cartão :/

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    1. E chegou tudo de boa? Se quiser dividir, estou dentro. email: rimbaud1941@hotmail.com

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  16. como comprar ?
    qual o melhor site?

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  17. Olá Matheus Primeiramente Voce é foda!
    este site newstarnootropic ele e bom e confiavel?
    como tomo o noopept sublingual?
    preciso tomar com mais alguma coisa? oque é este colina?
    toma diariamente?
    obrigado

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  18. Respostas
    1. Creio que não, pois a esquizofrenia está relacionada ao excesso de dopamina nos lóbulos frontais e outras regiões do cérebro. Se tem esquizofrenia, procure um psiquiatra. Tenho familiares que possuem a doença, estão estabilizados com medicação e psicoterapia e se sentem muito bem :) Tirando que não existe uma cura definitiva para esquizofrenia, mas sim tratamentos bastante eficazes. Se um remédio não funcionou com você, tente outro... Infelizmente a grande maioria dos remédios psiquiátricos funcionam por tentativa e acerto/erro ou por exames caríssimos para descobrir qual droga seria mais eficaz em seu metabolismo. Espero ter ajudado...

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  19. Matheus, Noopept possui alguma interação medicamentosa com antidepressivos tricíclicos?

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  20. Eu gostaria de saber qual o site pra comprar o noopept ?

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  21. Vendo NOOPEPT (Star Nootropics) !!!!
    10g (rende aproximadamente 1.000 doses) 50,00 reais
    5g (rende aproximadamente 500 doses) 25,00 reais
    Um dos melhores notrópicos!!!
    Envio para todo o Brasil.
    E-mail para contato: kikasantos387@gmail.com

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    1. Ainda tem o medicamento disponível? Meu mail é midiacultural.com@gmail.com. Obrigado.

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    2. boa noite.
      Este noopept q voce vende é sublingual?

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  22. Vendo NOOPEPT (Star Nootropics) !!!!
    10g (rende aproximadamente 1.000 doses) 50,00 reais
    5g (rende aproximadamente 500 doses) 25,00 reais
    Um dos melhores notrópicos!!!
    Envio para todo o Brasil.
    E-mail para contato: kikasantos387@gmail.com

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  23. BOM DIA, GOSTARIA DE SABER SOBRE O DYNAMIND, POIS VI A SUA IMAGEM E OPINIÃO ASSOCIADO AO PRODUTO? VC FAZ USO DESTE PRODUTO? TEM ALGUM ESTUDO QUE COMPROVE A SUA EFICIÊNCIA? OU É APENAS MAIS UM PRODUTO SEM COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA?

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  24. Boa noite. Como consigo comprar o NOOPEPT no Brasil?

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    1. consiguiu comprar o noopept no Brasil e onde?

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  25. Alguém ja comprou o Noopept anunciado acima por Noopept Brasil? É confiável?

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