quarta-feira, 25 de maio de 2016

Genius X: Anvisa instaura investigação sobre o suplemento

PUBLICAÇÃO ATUALIZADA DIA 29 DE MAIO PARA INFORMAR:
Em resolução publicada no Diário Oficial da União, na última quarta-feira (25), a Anvisa proibiu o Genius X em todo o Brasil. A fabricação, comercialização e distribuição do Genius X está banida no território nacional; a empresa responsável deve recolher o estoque existente no mercado, informou a Anvisa.

Propagandas do Genius X prometem aumentar a inteligência e iludem o consumidor. Anvisa informa que produto está irregular e adverte que consumidor suspenda o uso.


Eu recebo muito frequentemente e-mails e comentários a respeito do suplemento "natural" Genius X. O nome criativo já dá ideia do que se trata. O tal suplemento clama ser um elixir do cérebro. A propaganda só falta dizer que ele é capaz de converter asnos em Einsteins. E mais: anunciantes do Genius X dizem que a "novidade" é totalmente inofensiva. Uma droga da inteligência segura? Calma lá!

Pode mesmo parecer assim, numa primeira vista rasa. Uma rápida pesquisa no Google sobre o Genius X revela uma insistência publicitária por parte de vendedores oficiais e outros aparentemente comissionados em caracterizar o produto como um otimizador cerebral. "Seu corpo vai funcionar melhor, e o seu cérebro também", anuncia o website oficial do Genius X.

Aos quatro ventos, blogs e sites instruem sobre as maravilhas que o Genius X pode proporcionar: "aumento da capacidade cerebral, proporcionando mais foco e maior concentração". Se você não está satisfeito, há ainda destaque para a melhora no rendimento profissional e acadêmico. Mais: anuncia-se também a redução do cansaço mental, a melhora do aprendizado e da "memorização de longos conteúdos".

sábado, 21 de maio de 2016

O Noopept é seguro?

*Na série de artigos E-mail aberto, respondo às dúvidas que os leitores do blog me enviaram via e-mail

Entenda como atua o Noopept e se o seu uso pode ser arriscado


A pergunta de hoje é outro questionamento do e-mail que comecei a responder no artigo anterior (clique aqui para conferir). O leitor Pablo perguntou a respeito da segurança de um nootrópico russo chamado de Noopept (se você é novato, falo um pouco sobre o Noopept logo abaixo). Pablo indaga se o uso desse nootrópico pode ser perigoso. Confira o e-mail abaixo:


Primeiro de tudo, um disclaimer: o artigo tem apenas a intenção de informar e de debater - e não de endosso ou incentivo do uso do Noopept (ou qualquer outro fármaco). Irei responder à essa pergunta prezando, principalmente, pelas descobertas dos estudos científicos que analisaram a questão. Quem deve prescrever e orientar o uso é somente um profissional médico - e fora da Internet!. Dito isso, vamos à Ciência!

Se você está caindo aqui de paraquedas, venha para uma introdução: o Noopept é uma molécula sintética desenvolvida na russa com qualidades antioxidantes, anti-inflamatórias, anti-amnésicas e neuroprotetoras. Os predicados são muitos - e, hoje, o Noopept é vendido nas farmácias da Europa Oriental como um medicamento para melhorar a memória e as funções cognitivas. Para ler mais sobre o Noopept e se inteirar totalmente sobre o assunto, dá um clique aqui para ler meu último artigo.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Noopept: o "segredo da memória" na Rússia


Noopept. O nome pode não ser comum por aqui, mas, na Rússia, comerciais de TV anunciam que esse medicamento é o "segredo para uma ótima memória" e para uma "mente afiada". Não é seguro dizer que, pela ciência, essas alegações se apliquem a pessoas saudáveis - apesar de muitos relatos de indivíduos sem nenhum problema de memória ou raciocínio que notaram "benefícios" cognitivos com o uso da substância. De qualquer forma, em pessoas que já possuem algum comprometimento na capacidade de gravar informações, o Noopept de fato parece ajudar (com efeitos cumulativos). 

Mas onde isso tudo começou? O Noopept é, na verdade, o nome da marca do medicamento. O princípio ativo é uma molécula criada em um laboratório russo no início dos anos 90. O nome original da molécula - éster etílico da N-fenilacetil-L-prolilglicina - não é lá tão amigável nem breve, então vamos continuar com Noopept. 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Colina e Noopept: existe sinergia?

Entenda a importância da colina e como essa vitamina interage com o nootrópico Noopept


Como disse no post anterior, vou responder a uma série de e-mails que estão acumulados em minha caixa de entrada na forma de artigos. Desse modo, posso atingir um público maior que tem as mesmas dúvidas que os leitores que me buscaram reservadamente. 

Estreio com a mensagem do leitor Pablo que me questionou, entre outros, se o Noopept, um melhorador cognitivo vendido na Rússia (leia mais) deve, necessariamente ser usado com a colina, uma vitamina do complexo B que ajuda a formar a acetilcolina, um neurotransmissor envolvido na memorização (leia mais). Ainda, o Pablo pergunta a respeito da segurança do Noopept - assunto que merece um artigo a parte. Confira o e-mail:


Nota de retorno

Querido leitor, sei que estive ausente por um longo tempo. Já são quase quatro meses desde que postei meu último artigo. Nesse ínterim, pude ao menos contar com um post do convidado Nooberto, autor do blog IntensaMente. Para quem quiser conferir, eu também escrevi uma publicação no espaço dele

Meu texto – publicado em março deste ano – fala sobre dois nootrópicos: oxiracetam, um psicoestimulante da classe racetam; e o Alpha-GPC, uma molécula endógena que, quando suplementada, atua como uma poderosa fonte de colina. Ainda trato das possíveis sinergias entre os dois– principalmente nos efeitos na memorização e no aprendizado.

Enfim, digressões à parte, eu peço desculpas a todos os leitores que me acompanham (em especial aqueles que enviaram e-mails e comentários que respondi com excepcional atraso ou mesmo ainda não respondi). Minha ausência se deveu, porém, a excelentes causas.

Primeiro, realizei um sonho de muito tempo: fui aprovado em Medicina! Estava na lista de espera para esse curso enquanto efetuava a matrícula em Biomedicina na UFRJ. Agora, irei estudar na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) – e as aulas começam já em junho. Além dos preparativos para a minha mudança de Estado me tomarem bastante tempo, eu também me ocupei com outro compromisso repentino. Esse compromisso - mais uma oportunidade única - também muito positivo ainda é difícil de acreditar. Eu não posso revelar do que se trata (acredite, o suspense não é por um capricho meu!), mas tem a ver com os nootrópicos e logo, logo, se tornará aparente para todos vocês.

Mas, principalmente, entre todas as atividades, eu estive envolvido em outro projeto muito instigante. Fui contatado por um empreendedor, Luciano Abdalla, que está em vias de abrir uma startup nos EUA – visando abastecer o mercado com fórmulas originais (e diligentemente arquitetadas pensando na sinergia dos ingredientes) de nootrópicos. 

Não apenas eu participei intensamente e prestei consultoria no desenvolvimento das formulações, como também desenvolvi parte do conteúdo escrito do website. Esse trabalho certamente me engrandeceu muito. Durante esses meses afastado, estive em contato com as Neurociências e com páginas e páginas de estudos científicos sobre nootrópicos. Escrever sobre nootrópicos em inglês também me permitiu expandir minhas habilidades. Foi uma carga de trabalho muito grande – e acho que nunca aprendi tanto em tão pouco tempo.

Eu nem percebi quanto tempo havia se passado desde o meu último post por aqui. O nível de responsabilidade que esse trabalho exigiu foi muito grande (pela própria natureza dele, não poderia ser diferente). Infelizmente, foi para mim impossível conciliar o serviço com o meu blog. Percebi que aqui é a minha prioridade e que não poderia deixar os leitores que continuaram a me visitar sem nenhum post novo ou mesmo sem resposta. 

Foi por isso eu decidi me afastar do projeto com a startup. Essa decisão veio junto de um grande alívio de poder retornar e me dedicar plenamente ao meu blog (sempre prometia a mim mesmo fazer um novo artigo, mas não encontrava tempo) e também com gratidão ao Luciano. Sem a minha experiência por lá, a minha bagagem não estaria tão enriquecida quanto está hoje. Sinceramente, hoje percebo o quão pouco eu entendia sobre os nootrópicos - e o quanto ainda falta aprender!

O website da empresa está ainda em construção. Gostaria de publicar o link pelo orgulho em ter tido uma participação nele. Mas seria totalmente injusto publicar o link de um trabalho ainda em sua infância e não pronto para exibição. Em muito breve, a ideia será concretizada e eu poderei ter o  prazer de atualizar o post com o nome e a página da empresa!

Enfim, eu não estou aqui apenas para dar justificativas. Eu volto com “a carga toda”, entusiasmado para transmitir novidades e levar conhecimento de melhor qualidade possível aos leitores brasileiros interessados em nootrópicos e em melhoria cognitiva. Eu senti falta desse espaço.

Diante da falta de publicações, e de uma lista de e-mails longa para responder, preferi resolver os dois de uma vez só. Irei publicar aqui alguns dos e-mails que recebo e respondê-los num formato de artigos. Clique aqui para conferir o primeiro.

Atenciosamente,

Matheus Pereira