segunda-feira, 29 de maio de 2017

Aumentando a memória e foco com oxiracetam e Alpha GPC

Nootrópicos: o que são e o que não são

Uma das principais - e mais efetivas - estratégias daqueles que desejam aumentar a sua capacidade cognitiva é o uso dos nootrópicos. Se você sabe do que estou falando, pule para o próximo tópico. Mas se você se viu questionando: “noo o que?”, vamos lá

Não se preocupe se você ainda não ouviu tal vocábulo, pois ele é moderno. Na verdade, a palavra foi criada em 1972 e só caiu no gosto do público há poucos anos. De modo simplista, os nootrópicos são substâncias capazes de aumentar a capacidade cognitiva de pessoas saudáveis. Enquanto alguns estimulam o alerta e a concentração, outros nootrópicos deixam a memória mais afiada. Nootrópicos também podem influenciar sua motivação e o seu humor. 

Ou seja: diferentes capacidades que compõem a habilidade intelectual podem ser aprimoradas com substâncias químicas.

E, antes que você pergunte: não, nem Ritalina nem um quilo de guaraná em pó são nootrópicos. A definição clássica, pelo menos, recusa qualquer substância que cause efeitos colaterais intensos (como agitação e ansiedade) ou que possa causar dependência. O uso de nootrópicos deve ser sustentável – e mesmo benéfico – em longo prazo.

Piracetam e colina: o arroz com feijão
Então você quer ser (ou mesmo já é) um marinheiro de primeira viagem no cruzeiro dos hackers do cérebro? Então é provável que você seja recebido a bordo pela dupla comandante Piracetam e vice-comandante Lecitina de Soja. Esse é o stack (combinação de nootrópicos) talvez mais popular. Eu também fui recepcionado por eles – e foi uma surpresa.
 
Em mim, os efeitos do piracetam foram muito claros. Placebo? Eu tenho certeza que não. Acredito que placebo algum explicaria porque eu enxergava tudo de modo incrivelmente nítido. O efeito mais dramático do piracetam é justamente o realce das cores. Com ele, parecia que eu enxergava tudo em 3D. Como eu também já contei no meu blog, o piracetam também aumentou a minha fluência verbal. Eu passei a escrever muito melhor quando o utilizei – e, nesse ínterim, eu me comunicava de modo claro e eficiente. Com o piracetam, eu também conseguia lembrar melhor os materiais de estudo que eu lia.

Efeitos colaterais? Sim, eu tive um tanto de dor de cabeça. Tal reação adversa é um bocado comum – e há uma teoria que a explica. Ela se baseia no entendimento de que o piracetam aumenta a síntese e a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor relacionado com o aprendizado e a atenção. Ótimo. Só que, em longo prazo, isso destruiria suas reservas de acetilcolina – o que teria, como efeito colateral, as tais dores de cabeça.

O seu cérebro até pode reciclar a colina para produzir novas moléculas de acetilcolina. Mas isso não seria suficiente. Então entra em cena
a lecitina de soja. A lecitina – que é um coquetel de fosfolipídios – tem em sua composição a fosfatidilcolina, uma fonte de colina. Pronto: a lecitina resolve o problema de abastecimento do cérebro e faz um par perfeito com o piracetam. De fato, a lecitina pareceu mitigar o efeito colateral do piracetam, em minha experiência.

Indo além do piracetam e colina

Apesar de ser o arroz com feijão dos iniciantes, essa combinação não é o suprassumo do mundo dos nootrópicos. Como eu aprendi mais tarde com muitas e muitas pesquisas, o piracetam e a lecitina são apenas a ponta do iceberg.

Curiosamente, o piracetam creditado o menos eficiente da família “racetam”. Essa parentela reúne um monte de compostos com estrutura química e efeitos nootrópicos parecidos – mas de variadas intensidades. Por exemplo, o oxiracetam tem o mesmo efeito do piracetam em doses muito menores. E muito melhor que a lecitina de soja seria o Alpha GPC – uma fonte de colina bem mais disponível para o cérebro.

Oxiracetam: piracetam, mas com um oxigênio a mais
Jogo dos erros: encontre as diferenças
O oxiracetam é um quase um irmão gêmeo do piracetam: ele só possui um átomo de oxigênio a mais. Embora pareça um detalhe, isso já é suficiente para tornar o oxiracetam um nootrópico bem mais potente. A literatura científica diz que o oxiracetam é 2-5 vezes mais ativo que o piracetam quando o assunto é melhorar a capacidade cognitiva de animais.

Ainda, o oxiracetam deixa os ratos de laboratório bem mais inteligentes (aqui e aqui). Quando ratos – mesmo os jovens e saudáveis – recebem oxiracetam, eles acabam com desempenho melhor em testes de memória do que os colegas que ganham placebo. Os benefícios cognitivos também são observados em humanos com algum déficit intelectual (como nas demências). É essa a indicação do oxiracetam em alguns países da Europa e no Japão. Pessoas saudáveis também relatam que sentem uma melhora no raciocínio, na atenção e, em longo prazo, no aprendizado com o uso do oxiracetam.

E, além de tudo, o oxiracetam é diferente dos demais racetams por ter efeitos psicoestimulantes mais acentuados. Mesmo em humanos saudáveis, ensaios clínicos mostraram que o oxiracetam é capaz de aumentar o alerta e a vigília. Não é nada comparável ao modafinil ou mesmo a velha e boa cafeína – mas o oxiracetam parece, sim, ter seus leves efeitos estimulantes. Você pode comprá-lo aqui.