domingo, 29 de julho de 2018

Drogas da inteligência? Uma pesquisa sobre os 7 "nootrópicos" considerados "mais potentes"

O perfil completo dos 7 melhoradores cognitivos considerados mais potentes: segurança, eficácia e relatos

[AVISO: nesse artigo, descrevo e analiso informações sobre várias substâncias psicotrópicas. Isso não constitui endosso ao uso dessas substâncias.]

Corneliu Giurgea, o pai dos nootrópicos

"A humanidade não irá esperar por milhões de anos até que a natureza lhe dê um cérebro melhor". Isso é o que o químico que batizou o termo "nootrópicos", Corneliu Giurgea, disse décadas atrás. 

Afinal, o que são nootrópicos?

A profecia se realizou - cada vez mais pessoas buscam por nootrópicos. Mas você consegue defini-los? Tente, e depois retorne ao artigo.

Pronto?

O que todo mundo concorda: nootrópicos seriam substâncias que otimizam a memória, concentração, raciocínio, motivação e outras habilidades intelectuais. Mas só isso não basta.

Isso porque fóruns sobre nootrópicos discutem desde substâncias quase inócuas, como ômega 3, a até medicamentos (merecidamente) controlados, como a Ritalina (metilfenidato). Não é possível que sejam farinha do mesmo saco.

Então, como separar o joio do trigo?

Pela definição tradicional, do Giurgea, os nootrópicos devem ser absolutamente seguros, não tóxicos e proteger o cérebro. Mas se for pra sermos absolutamente técnicos, Giurgea propôs esses e tantos outros requisitos que dificilmente alguma substância debaixo do sol se encaixa perfeitamente na definição de nootrópico.

Para mim, tanto preciosismo não é necessário. Simplesmente, nootrópicos são aquelas substâncias que reivindicam turbinar o desempenho cognitivo - mas com uma boa relação eficácia/segurança, tanto em curto quanto em longo-prazo .

Obviamente, traçar essas fronteiras não é simples, e há falta de consenso entre autores sobre a definição de nootrópico.

Nootrópicos funcionam mesmo? Fazem mal?

Outro problema é que a ciência não acompanha o entusiasmo de estudantes, concurseiros e empresários. Faltam pesquisas para avaliar a segurança e a eficácia de muitas substâncias que por eles são consideradas nootrópicos. Eu analiso o que temos de evidência científica sobre os principais nootrópicos no meu livro, Turbine Seu Cérebro (clique para saber mais).

Só sabemos que muitos nootrópicos "melhoram a memória, concentração" e afins por conta de relatos, evidências empíricas. Ou seja: a famosa propaganda boca-a-boca, que é pouco confiável por conta do efeito placebo.

Um bom exemplo desse fenômeno placebo é, acredite, a Ritalina (metilfenidato). Ela mal se qualifica como nootrópico: de longe preenche aquele critério de ser segura. De qualquer forma, pessoas sem o TDAH que usam Ritalina juram que ela turbina a atenção. Quem discorda é a ciência.

Para muitos pesquisadores, as pessoas sem TDAH acreditam nisso porque a Ritalina as deixam mais alertas, confiantes e energéticas. Só que a percepção de melhor performance não é de todo real. Quando elas cumprem uma bateria de testes cognitivos, tem o mesmo desempenho que antes, em muitas das tarefas [R]. Em muitos casos, o maior ganho pode estar na motivação para trabalhar, ou em termos de produtividade - o quanto de trabalho foi realizado - devido ao efeito estimulante.

O outro lado da moeda: um suplemento nootrópico chamado l-tirosina não deixa ninguém alto, nem alterado. Como "não sentem nada" ao usá-la, muitas pessoas a consideram ineficaz. Mas há uma tonelada de pesquisas apontando que a l-tirosina é um "melhorador cognitivo efetivo" [R].

Isso prova que as pessoas nem sempre são boas juízas da eficácia real dos nootrópicos. E também que elas consideram como "nootrópico" algumas substâncias que não são nootrópicos se você for ser minimamente criterioso.

Mantra: repita comigo - por definição, todos os nootrópicos melhoram a cognição, mas nem tudo que melhora a cognição é um nootrópico.

Os 7 melhores nootrópicos e drogas inteligentes
Com todos esses problemas em mente (trocadilho não intencional), aqui vai uma lista com os 10 melhores nootrópicos - na percepção de quem os usa - e um relato sobre cada um. 

Esta lista é resultado de uma pesquisa informal realizada com 850 usuários de nootrópicos e inclui grande número de substâncias que, criteriosamente, NÃO são nootrópicos. Por curiosidade, decidi analisá-las, mesmo assim:



1. Adderall (atenção: medicamento nos EUA, substância ilícita no Brasil - descrição não constitui endosso)
"Vou fazer as coisas!"

O que é: em uma palavra - anfetamina. Essa é a base do Adderall, um medicamento estimulante prescrito nos Estados Unidos para tratar o déficit de atenção (TDAH). Por deixar usuários sem TDAH "ligadões", é frequentemente abusado com o intuito de aumentar a vigília, o alerta, interesse, produtividade e motivação. Já falei mais sobre o Adderall nesse artigo.

As anfetaminas e, por tabela, o Adderall - são proibidos no Brasil. Mas o Venvanse, medicamento de perfil similar - pois, no corpo, é transformado em anfetamina - é vendido.

O que faz: o Adderall aumenta a dopamina, neurotransmissor ligado à motivação, energia e concentração. Mas tanto a falta quanto o excesso de dopamina prejudicam o intelecto. Leia mais sobre a dopamina aqui.

Riscos: pode causar problemas cardiovasculares, dependência e até mesmo psicose e morte súbita [R]. Criteriosamente, não é considerado nootrópico.

Funciona?: o Adderall não tem um impacto confiável nas funções cognitivas. Veja só: é capaz de melhorar a performance de quem tem uma memória ruim, mas  piora o desempenho [R] entre aqueles que já tem memória afiada. Quando funciona, confere benefícios considerados pequenos [R]. A eficácia depende de fatores genéticos e dos níveis de dopamina iniciais de cada pessoa.

Depoimento de quem já usou o Adderall:
Para mim, o Adderall é ótimo e, ao mesmo tempo, não é. Como uma faca de dois gumes. É muito bom em curto prazo, quando eu preciso terminar uma tarefa. Mas em médio e em longo prazo, os nootrópicos ganham, porque deixam minha mente mais lúcida. Já o Adderall me deixa muito agitado (...). 
Se eu não beber muita água, sinto dores de cabeça fortíssimas (...). Eu já sou suscetível a ansiedade - o Adderall potencializa isso [R].  

2. Phenibut  (atenção: substância não aprovada para uso humano Brasil - descrição não constitui endosso)




O que é: o phenibut foi criado em laboratórios soviéticos. Hoje, médicos da terra de Putin o prescrevem para tratar insônia, estresse e ansiedade. A Anvisa não aprovou o phenibut para uso humano aqui no Brasil.

O que faz: o phenibut engana o cérebro: ele "imita" um neurotransmissor de efeito relaxante (chamado GABA, veja abaixo), confundindo os neurônios. Resultado: tranquilidade, desinibição, certa euforia e, em doses maiores, sedação.



Não sei porque chamam o phenibut de nootrópico. Quem o usa não busca ficar mais inteligente - quer é atingir o nirvana, o que soa mais como uma droga recreativa para mim.

Riscos: é alarmente. Basta pesquisar o phenibut em bases de dados: tem cada vez mais relatos de médicos ocidentais sobre casos de overdose, dependência e abstinência. Faltam estudos sobre a sua segurança, mesmo nas dosagens encontradas nos medicamentos russos.

Funciona?: como ansiolítico, há fundamentação. Mas não há respaldo científico algum de que o phenibut dê um upgrade no QI de pessoas saudáveis. Só pesquisas dizendo que alivia problemas de memória, atenção e "inteligência emocional" em pacientes com transtornos de ansiedade e fobia [R]. 

Em camundongos, coelhos e ratos, o Phenibut demonstra efeito neuroprotetor e melhorador do aprendizado. Mas é impossível extrapolar esses resultados para humanos com confiança.

Depoimento de quem já usou o Phenibut:
Cuidado: esse negócio realmente funciona. Vai te derrubar de verdade. Eu digo, apenas uma grama disso, em combinação com aquela bebidinha habitual, pode ser muito devastador ou muito bom - depende da pessoa. Eu geralmente sinto os efeitos quando uso o phenibut e estou bebendo - ele me deixa 'mais alto'. 
Mas, quando acordo no dia seguinte, a ressaca é terrível (...). Me sinto miserável. Outro grande problema é a tolerância - é necessário ciclar, se não terá que subir as dosagens (...). Pode ser viciante. [R]
3. Modafinil  (atenção: medicamento controlado - descrição não constitui endosso)

O que é: um medicamento tarja-preta que combate a sonolência excessiva. O modafinil desperta e mantém alerta por muitas horas, mas não deixa os pacientes ligadões ou agitados, como anfetaminas. Caiu no gosto de universitários e empresários saudáveis.

O que faz: ainda é um mistério. Sabe-se que é um potente antioxidante e neuroprotetor. O modafinil parece estimular as vias neuronais de orexina, um mensageiro pró-vigília. Mas outros neuroquímicos parecem estar em jogo, como a dopamina, ligada ao alerta e motivação. O modafinil impede que ela seja retirada das sinapses, de modo a aumentá-la (ainda que menos que as anfetaminas) [R].

Riscos: há efeitos colaterais brandos, como "dores de cabeça, nervosismo, insônia e náusea". Mas já houve um caso de uma reação alérgica potencialmente fatal. Pesquisadores consideram seu potencial de dependência irrisório - 250 vezes menor que o da anfetamina. [R]. Ainda assim, é um medicamento prescrito e, portanto, o único uso responsável é por prescrição e orientação médica. Não está indicado para pessoas saudáveis.

Funciona?: graciosamente, a crer por uma meta-análise, que concluiu que o modafinil  "mantém a vigília, memória e funções executivas" em pessoas que estão há muito tempo sem pregar os olhos. Mas mesmo em pessoas bem-descansadas a droga "melhora a atenção" [R]. Outra investigação descobriu que os benefícios à atenção, funções executivas e aprendizado são ainda maiores em tarefas particularmente difíceis ou desafiadoras [R].

Depoimento de quem já usou o modafinil:
O modafinil é sutil (...). Numa noite, usei 200 mg de modafinil e, então, fui ao computador e comecei a trabalhar. Eu trabalhei, trabalhei e trabalhei. E, então parei. Mas, a esse ponto, já era de manhãzinha e hora de ir para a academia (...). Imagine o foco e o estímulo da cafeína - mas sem o cansaço e a distração mental. O foco e a produtividade ficam por horas. Mesmo na academia, nove horas de trabalho depois, eu ainda tinha foco enquanto me exercitava.

4. Tianeptina (atenção: medicamento controlado - descrição não constitui endosso)
A tianeptina é indicada em
 casos de depressão
O que é: mais um candidato pouco convencional: a tianeptina é um antidepressivo prescrito no Brasil [R]. Caiu nas graças dos fóruns de nootrópicos a partir de relatos afirmando que adoça o humor, abranda a ansiedade e otimiza as funções mentais.

O que faz: tem uma ação peculiar: a tianeptina "azeita" as vias neurais que usam o neurotransmissor glutamato. Ela "consertaria" essas sinapses, perturbadas nos transtornos de humor. O mais fantástico é que o sistema glutamatérgico, que a tianeptina deixa "nos trinques", são cruciais também para a  neuroplasticidade - rearranjos nas redes neuronais que permitem o aprendizado e memória [R].
Plasticidade: as redes neuronais são costuradas e recosturadas com o tempo e a experiência - e, assim, com essa colcha de retalhos dinâmica sempre em construção, é que aprendemos e memorizamos.

Riscos: há potencial para abuso e dependência. Motivo: igual a morfina, a tianeptina também se encaixa em receptores opioides, provocando bem-estar e euforia. Há relatos de óbito a partir de overdoses de tianeptina. Seu uso, portanto, exige cautela e observação médica [R].

Funciona?: há estudos intrigantes em animais. Sabe-se que neurônios de ratinhos expostos ao estresse sofrem atrofia, justo no hipocampo, região do cérebro protagonista na consolidação de memórias. Mas a tianeptina impede isso: blinda a memória dos roedores contra o estresse [R, R, R, R]. Mas muita calma: não encontrei nada documentando que a tianeptina melhora a performance de humanos saudáveis, nem efeitos chamativos em animais que não sofreram estresse.

Depoimento de quem já usou a tianeptina:
Paradoxalmente, foi mais fácil encontrar relato de piora da cognição do que de algum ganho.
Maior lucidez mental ([a mente] parece limpa e pura), expande minha criatividade de raciocínio (creio que por conta do otimismo que experimento, posso sonhar e minha imaginação vem à tona) [...]. O mundo parece mais atraente e interessante [R].
Muita dificuldade em encontrar palavras, forte deterioração da capacidade de memorizar, lentidão cognitiva - incapaz de produzir qualquer ideia ou raciocínio de forma produtiva [R].

5. Microdoses de LSD (atenção: substância ilícita - descrição não constitui endosso e o uso é expressamente desencorajado pelo autor)

O que é: dosagens minúsculas do LSD, famoso alucinógeno semissintético, são uma sensação nos EUA. Adeptos não desejam ver unicórnios ou pôneis - buscam é aumentar o rendimento em trabalhos que exigem empatia, bom humor ou uma mente criativa.

O que faz: o LSD interfere com a transmissão de serotonina - que está intimamente implicada com o controle dos sentidos, sono, atenção, humor, afetividade e empatia [R].

Riscos: o mais preocupante no uso do LSD em ambientes não controlados são episódios de pânico e ansiedade, descritos como extremamente angustiantes. São as chamadas bad trips [R], o que torna também questionável sua classificação como nootrópico.

Funciona?: pesquisas mostram que o LSD melhora habilidades sociais e afetivas, facilitando a conexão interpessoal. Tal aprimoramento da inteligência social é incomum entre nootrópicos [R]. Ainda desperta o lado criativo: estudos antigos mostram que o LSD melhora a qualidade de desenhos artísticos. Outros profissionais também seriam "agraciados": engenheiros, matemáticos, médicos, arquitetos e designers [R].

Depoimento de quem já usou microdoses de LSD:
(...) O principal efeito foi a euforia: caminhar era maravilhoso, eu conseguia sentir cada músculo da minha perna se movendo (...). A floresta parecia tão vibrante e viva, tudo parecia amplificado (...). Falei com membros de família e fiz amigos, foi uma experiência prazerosa [R]
 (...) Ajuda-me a perceber  onde cada pedaço do problema que eu estou tentando resolver se encaixa. [R]
6. Semax (atenção: substância não aprovada para uso humano no Brasil - descrição não constitui endosso)

O que é: mais um nootrópico obscuro, desenvolvido em um laboratório russo, lá pelos anos 80. O Semax é um peptídeo (um conjunto de aminoácidos), prescrito no Oriente para o tratamento de déficits cognitivos, como problemas de memória, concentração e coordenação. É vendido como um spray intranasal, pois sua molécula é degradada se administrada oralmente [R].

O que faz: o Semax tem atividade neuroprotetora: por exemplo, torna o cérebro mais resistente a condições como a privação de oxigênio [R] e a toxicidade por excesso de glutamato [R]. Um dos efeitos mais interessantes do Semax é que, em animais, a droga estimula a fabricação de uma proteína que atua como um fertilizante neuronal - BDNF. Ela favorece a formação de neurônios e sinapses, beneficiando processos de memorização [R, R].

Riscos: é cheio de mistérios. Não é aprovado ou avaliado pela Anvisa, nem pelo órgão similar americano, FDA. Poucos estudos sobre o Semax foram traduzidos do russo. E entre aqueles que foram, a maioria analisou efeitos em animais ou células, não em humanos. O perigo mora justamente na ignorância que temos sobre o Semax. Dito isso, artigos em russo afirmam que "em hipótese alguma, o Semax produziu efeitos adversos ou complicações".

Funciona?: reforço que estudos sobre o Semax são duvidosos - foram publicados em periódicos obscuros e de pouco prestígio. A maioria desses trabalhos nem foi traduzido na íntegra, o que torna impossível julgar a confiabilidade de suas conclusões.

Dito isso, um pequeno estudo (tome-o com muito ceticismo), com nove homens saudáveis, mostrou que o Semax não teve efeito nenhum no eletroencefalograma - a menos em situações experimentais de baixa oxigenação. Ainda assim, cientistas encontraram alguma evidência de que a droga melhorou a atenção e a memória de curto-prazo em testes cognitivos, comparado ao placebo. Curiosamente, esses efeitos persistiram mesmo no dia seguinte - dando ideia de efeitos duradouros [R].

Depoimento de quem já usou o Semax:
(...) Tive um aumento repentino na "força" mental. Eu estava trabalhando no meu máximo, capaz de passar pelo meu trabalho com pouca distração (...). Fui capaz de completar todo o meu treino físico sem me sentir cansado ou exausto. Quanto ao meu humor, eu estava confiante, com atenção e no comando de tudo, de forma bem expressiva.
7. Cafeína

O que é: fala sério - a cafeína dispensa apresentação! Só é importante não cometer um erro bobo: não confunda cafeína com as fontes de cafeína. Uma cápsula de cafeína tem apenas isso - cafeína. Já um café, o guaraná e o chá verde tem cafeína e mais um monte de outras substâncias bioativas.

O que faz: a cafeína tem uma ação engenhosa. Primeiro, conheça o neurotransmissor da preguiça: a adenosina. Ela se acumula ao longo do dia e, ao ocupar seus receptores, sua ação é a de colocar uma 'coleira' em neurotransmissores estimulantes, como a dopamina e acetilcolina. Quanto mais tempo acordados, mais adenosina. E mais cansados ficamos.


A cafeína parece muito com a adenosina. Mimetiza-a, como uma irmã gêmea. E daí disputa com a adenosina pelo seus receptores. Como a "real" adenosina não pode agir sem seus receptores, o resultado são efeitos estimulantes: menos sonolência, mais energia, disposição e bom humor [R].

Riscos: o principal: cafeína vicia. Não que alguém vá vender o carro e a casa para comprar sacas de café. Mas, com o tempo, é preciso continuar usando a cafeína - não mais para melhorar a performance. Mas para impedir uma queda no desempenho.

Isso ocorre porque, com o tempo, nosso cérebro se ajusta: fica mais sensível aos efeitos da adenosina, aquele neurotransmissor que nos "dopa" e contra qual a cafeína concorre. Resultado: a abstinência de cafeína causará um efeito rebote: com sonolência, fadiga, dificuldade de completar tarefas intelectuais, mais erros no trabalho e outros prejuízos cognitivos [R].

Outras desvantagens são que a cafeína pode causar ansiedade [R] e prejudicar a qualidade do sono [R] - a depender da sensibilidade individual, dosagem e hábito. É, de novo, um tiro que pode sair pela culatra: nadar numa piscina de cortisol e adrenalina - um estado que a cafeína pode deixá-lo - tende mais a prejudicar do que ajudar em tarefas cognitivas.

Funciona?: sim (óbvio?), principalmente em cérebros "virgens" - que nunca usaram a cafeína ou estão há muito tempo sem usá-la. Nessas condições, ela melhora a atenção, o alerta, as funções executivas (como planejamento e capacidade de evitar distrações) [R] e o humor [R].

Esses efeitos - e outros, como uma otimização de algumas formas de memória - são mais significativos em pessoas que dormiram pouco [R]. O ideal seria que a cafeína fosse reservada exclusivamente para essas situações, em vez de utilizada rotineiramente.

Depoimento de quem já usou a cafeína: ah, vá dizer que você nunca bebeu um café? Essa você pode mesmo me contar.

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