sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sunifiram: conheça a droga da supermemória


A Darpa, agência de pesquisa ligada ao Exército dos EUA, investiga uma classe de drogas para aumentar a capacidade intelectual dos militares: as ampaquinas. Os estudos em animais dessas substâncias sugerem que elas são capazes de aumentar o foco, alerta e principalmente a capacidade de memorizar. São drogas da supermemória. Uma delas é o sunifiram.

O sunifiram é mais jovem que eu: ele foi sintetizado nos idos dos anos 2000 (de repente, me sinto idoso). Foi desenvolvido a partir do piracetam - outro nootrópico (para quem não sabe, nootrópico é uma substância capaz de proteger o cérebro e aprimorar a cognição). A propósito, já contei aqui no blog a minha experiência com esse medicamento capaz de melhorar a fluidez verbal e clareza mental.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Aumentando a memória e foco com oxiracetam e Alpha GPC

Nootrópicos: o que são e o que não são

Uma das principais - e mais efetivas - estratégias daqueles que desejam aumentar a sua capacidade cognitiva é o uso dos nootrópicos. Se você sabe do que estou falando, pule para o próximo tópico. Mas se você se viu questionando: “noo o que?”, vamos lá

Não se preocupe se você ainda não ouviu tal vocábulo, pois ele é moderno. Na verdade, a palavra foi criada em 1972 e só caiu no gosto do público há poucos anos. De modo simplista, os nootrópicos são substâncias capazes de aumentar a capacidade cognitiva de pessoas saudáveis. Enquanto alguns estimulam o alerta e a concentração, outros nootrópicos deixam a memória mais afiada. Nootrópicos também podem influenciar sua motivação e o seu humor. 

Ou seja: diferentes capacidades que compõem a habilidade intelectual podem ser aprimoradas com substâncias químicas.

E, antes que você pergunte: não, nem Ritalina nem um quilo de guaraná em pó são nootrópicos. A definição clássica, pelo menos, recusa qualquer substância que cause efeitos colaterais intensos (como agitação e ansiedade) ou que possa causar dependência. O uso de nootrópicos deve ser sustentável – e mesmo benéfico – em longo prazo.

Piracetam e colina: o arroz com feijão
Então você quer ser (ou mesmo já é) um marinheiro de primeira viagem no cruzeiro dos hackers do cérebro? Então é provável que você seja recebido a bordo pela dupla comandante Piracetam e vice-comandante Lecitina de Soja. Esse é o stack (combinação de nootrópicos) talvez mais popular. Eu também fui recepcionado por eles – e foi uma surpresa.
 
Em mim, os efeitos do piracetam foram muito claros. Placebo? Eu tenho certeza que não. Acredito que placebo algum explicaria porque eu enxergava tudo de modo incrivelmente nítido. O efeito mais dramático do piracetam é justamente o realce das cores. Com ele, parecia que eu enxergava tudo em 3D. Como eu também já contei no meu blog, o piracetam também aumentou a minha fluência verbal. Eu passei a escrever muito melhor quando o utilizei – e, nesse ínterim, eu me comunicava de modo claro e eficiente. Com o piracetam, eu também conseguia lembrar melhor os materiais de estudo que eu lia.

Efeitos colaterais? Sim, eu tive um tanto de dor de cabeça. Tal reação adversa é um bocado comum – e há uma teoria que a explica. Ela se baseia no entendimento de que o piracetam aumenta a síntese e a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor relacionado com o aprendizado e a atenção. Ótimo. Só que, em longo prazo, isso destruiria suas reservas de acetilcolina – o que teria, como efeito colateral, as tais dores de cabeça.

O seu cérebro até pode reciclar a colina para produzir novas moléculas de acetilcolina. Mas isso não seria suficiente. Então entra em cena
a lecitina de soja. A lecitina – que é um coquetel de fosfolipídios – tem em sua composição a fosfatidilcolina, uma fonte de colina. Pronto: a lecitina resolve o problema de abastecimento do cérebro e faz um par perfeito com o piracetam. De fato, a lecitina pareceu mitigar o efeito colateral do piracetam, em minha experiência.

Indo além do piracetam e colina

Apesar de ser o arroz com feijão dos iniciantes, essa combinação não é o suprassumo do mundo dos nootrópicos. Como eu aprendi mais tarde com muitas e muitas pesquisas, o piracetam e a lecitina são apenas a ponta do iceberg.

Curiosamente, o piracetam creditado o menos eficiente da família “racetam”. Essa parentela reúne um monte de compostos com estrutura química e efeitos nootrópicos parecidos – mas de variadas intensidades. Por exemplo, o oxiracetam tem o mesmo efeito do piracetam em doses muito menores. E muito melhor que a lecitina de soja seria o Alpha GPC – uma fonte de colina bem mais disponível para o cérebro.

Oxiracetam: piracetam, mas com um oxigênio a mais
Jogo dos erros: encontre as diferenças
O oxiracetam é um quase um irmão gêmeo do piracetam: ele só possui um átomo de oxigênio a mais. Embora pareça um detalhe, isso já é suficiente para tornar o oxiracetam um nootrópico bem mais potente. A literatura científica diz que o oxiracetam é 2-5 vezes mais ativo que o piracetam quando o assunto é melhorar a capacidade cognitiva de animais.

Ainda, o oxiracetam deixa os ratos de laboratório bem mais inteligentes (aqui e aqui). Quando ratos – mesmo os jovens e saudáveis – recebem oxiracetam, eles acabam com desempenho melhor em testes de memória do que os colegas que ganham placebo. Os benefícios cognitivos também são observados em humanos com algum déficit intelectual (como nas demências). É essa a indicação do oxiracetam em alguns países da Europa e no Japão. Pessoas saudáveis também relatam que sentem uma melhora no raciocínio, na atenção e, em longo prazo, no aprendizado com o uso do oxiracetam.

E, além de tudo, o oxiracetam é diferente dos demais racetams por ter efeitos psicoestimulantes mais acentuados. Mesmo em humanos saudáveis, ensaios clínicos mostraram que o oxiracetam é capaz de aumentar o alerta e a vigília. Não é nada comparável ao modafinil ou mesmo a velha e boa cafeína – mas o oxiracetam parece, sim, ter seus leves efeitos estimulantes. Você pode comprá-lo aqui.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Antes de tomar Rivotril, experimente esses calmantes naturais

5 substâncias capazes de aniquilar a ansiedade e o estresse e, de quebra, melhorar o seu cérebro!


Sabe qual o medicamento controlado mais vendido no Brasil? Chama-se clonazepam - mais conhecido pelo nome de Rivotril, usado para tratar de distúrbios de ansiedade. Dizer que o consumo explodiu nos últimos anos seria amenizar a situação. Em 2007, vendia-se 29 mil caixas de Rivotril por ano. Em 2015, o número era de 23 milhões de caixas.

Estamos assistindo a uma banalização do uso de ansiolíticos como o Rivotril. São drogas muito fortes - que podem causar dependência e prejuízos ao cérebro. Que fique claro: não estou dizendo que tem algo errado em usar o Rivotril e medicamentos similares. 

Os benzodiazepínicos - classe da qual o Rivotril faz parte - podem trazer benefícios quando bem receitados e usados. No entanto, ele deveria ser visto como última opção de tratamento. Hoje, é prescrito inconscientemente e usado tal como M&Ms.

O uso de benzodiazepínicos (ou "benzos") não deveria ser em longo-prazo: a capacidade dessas drogas em causar dependência química é bem descrita na literatura científica (estudo). A abstinência pode ser um inferno.

Além disso, os benzos prejudicam tanto a memória de curto quanto de longo-prazo (estudo). Quando usuários de benzodiazepínicos há anos são comparados com não-usuários, descobre-se que aqueles que tomam o medicamento continuamente apresentam uma pior. capacidade de concentração (estudo). Pior: os efeitos são permanentes, mesmo quando a droga é retirada (estudo). 

As alternativas

terça-feira, 18 de abril de 2017

5 excelentes motivos para consumir a apigenina, o nootrópico da natureza

A camomila é fonte natural de apigenina
Você pode nunca ter ouvido falar antes na apigenina, a protagonista deste artigo. Contudo, certamente você já a consumiu. Essa substância - um nootrópico natural - está presente em muitos alimentos, entre eles o chá de camomila. Trata-se de um flavonoide, que é fruto do metabolismo da planta, a Matricaria recutita.

Apresento você à apigenina
Cientistas acreditam que a apigenina seja uma das maiores responsáveis pelas propriedades tranquilizantes da camomila. A apigenina nos deixa mais calmos porque ela consegue se ligar fortemente, no cérebro, aos mesmos locais que drogas como o Rivotril (clonazepam) se ligam.Você pode pensar nela como um benzodiazepínico natural.

domingo, 16 de abril de 2017

Pare de assistir pornografia: o seu cérebro agradece

A neurociência revela o que o consumo do pornô faz com o seu cérebro

Uma catástrofe na saúde pública avança em silêncio. O consumo online de pornografia tornou-se alvo do debate de muitos neurocientistas. Já era tempo. Na Dinamarca, 97,8% dos homens e 79,5% das mulheres entre 18 e 30 anos assistem pornografia, segundo pesquisa. Taxa altíssima. 

Coisa de europeu? Que nada. Uma reportagem da revista Veja acredita que essa "epidema do pornô" está em curso no Brasil. É uma geração verde e amarela que decide fazer justiça com as próprias mãos. Mas o que isso tem a ver com a saúde? É que viver fantasias com a tela de um computador não é o mesmo, para o seu cérebro, do que compartilhar prazer com o parceiro de carne e osso.

A pornografia é igual a uma droga e pode causar grandes estragos ao cérebro. Não sou eu que estou dizendo. O assunto é novo, mas a neurociência começou a desbravá-lo. E descobriu o quanto o cérebro pode ser danificado com o pornô.

Gary Wilson, professor de fisiologia e autor do livro Your Brain on Porn deu uma palestra sobre o tema. Recomendo fortemente que você assista ao vídeo abaixo, com essa palestra. É só ativar as legendas em português. Caso não possa ver, vou resumir o vídeo abaixo.

sábado, 15 de abril de 2017

Fosfatidilserina: um nootrópico poderoso

"Melhor nootrópico"?
No universo de substâncias capazes de potencializar a performance intelectual - os nootrópicos -, a fosfatidilserina se destaca das demais. "Qual é o melhor nootrópico?" é uma pergunta que, você pode imaginar, eu recebo muito. Minha resposta é sempre: "qual é o melhor nootrópico para quem?". 

O melhor nootrópico é aquele mais apropriado para uma pessoa em determinado tempo. Veja: para alguém extremamente esgotado mentalmente, a sulbutiamina pode ser um milagre. Mas para alguém que simplesmente necessita de uma maior memória verbal, o piracetam seria muito mais indicado. O ideal é conhecer o perfil de cada nootrópico e verificar se ele é adequado a você. Você pode fazer isso lendo o meu livro, o Turbine Seu Cérebro (clique aqui), onde eu comento sobre mais de 20 deles.

Mas se eu realmente fosse forçado a responder "qual o melhor nootrópico?", desconhecendo o usuário que irá usá-lo, eu lhe diria que é a fosfatidilserina. Sim, difícil de pronunciar à primeira tentativa, mas um incrível suplemento. E, para essa análise, estou considerando os parâmetros: o espectro de ação (ou seja, quantas habilidades intelectuais a substância é capaz de beneficiar - memória, foco, humor...), a segurança (os riscos de efeitos colaterais) e a eficácia comprovada (o que os estudos dizem sobre essa substância).

Colocando tudo isso na balança, a fosfatidilserina vence. Talvez seja uma substância desconhecida para você - eu diria que, no meio, é até um nootrópico subestimado. Pois o seu cérebro é rico em fosfatidilserina: essa substância compõe a membrana que reveste e protege os seus neurônios. E a suplementação com a fosfatidilserina exógena melhora as funções cognitivas humanas. Dizer que a lista de benefícios é "grande" seria pouco.

As faculdades mentais que a fosfatidilserina otimiza são: a formação da memória de curto-prazo, a consolidação das memórias de longo-prazo, a habilidade de recordar memórias previamente registradas, o aprendizado, a capacidade de focar a atenção e se concentrar, a habilidade de raciocinar e de resolver problemas, habilidades verbais e de comunicação. Também melhora as funções locomotoras, em especial reações rápidas e reflexos. Tem também um papel na redução do estresse.

Se parece milagroso demais para ser verdade, convido-te a conhecer um pouco mais sobre a fosfatidilserina e o que a ciência diz sobre ela.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

7 efeitos imediatos do chá verde


Enquanto eu escrevo esse post para você, bebo uma xícara de chá verde da Mãe Terra - uma opção bem melhor que a dos sachês vendidos nos mercados (não, não estou ganhando nada por essa propaganda gratuita). Não bebo mais café pela manhã, troquei pelo chá verde - e não me arrependo.

O chá verde, apreciado na Ásia há séculos, sempre foi reconhecido como uma tradição saudável. Hoje há uma tonelada de páginas da literatura científica que comprovam os benefícios do chá verde. Alguns são em longo prazo - mas outros benefícios já estão presentes após o primeiro gole. É sobre essas benesses imediatas que irei falar hoje. Aqui estão 7 motivos (com comprovação científica!) para você beber uma xícara de chá verde:

1) Melhora o fluxo sanguíneo e previne doenças cardiovasculares
30 minutos após consumir o chá verde, seu corpo torna-se mais eficaz em produzir óxido nítrico, substância que dilata as artérias em resposta ao estresse